terça-feira, 10 de setembro de 2019

É de fazer sorrir!!

Se há um gênero cênico dotado de potente eficácia na produção descontraída de críticas contundentes às mazelas da sociedade, este é a comédia. Um gênero que não envelhece e não para de revelar sua importância em tempos como os nossos. A versatilidade da comédia lhe permite aparecer onde for possível à criatividade humana: dança, teatro, circo, música, artes visuais, cinema, literatura... A graça é hóspede bem-vindo nos mais variados contextos artísticos, seja pela caricatura, ironia, cinismo, ludicidade e muito mais. E claro que no Festal ela também não poderia deixar de aparecer.

Nessa edição 2019, portanto, além de se fazer presente em diversas atrações dos saraus que serão realizados em cada comunidade, dois espetáculos selecionados em particular flertam diretamente com a comédia e contribuem para a diversidade na nossa programação.

Já nesse próximo dia 21/09, a Cia Mambembe apresentará às 19h30, na Cidade Sorriso, seu espetáculo In Progress. Segundo, Vitor Satti, um dos atores e criadores deste trabalho, foi o universo do circo que uniu os integrantes da cia e despertou neles o interesse em dar mais visibilidade a esta arte cênica que talvez seja hoje a mais marginalizada de todas. Nesse sentido, In Progress é uma celebração ao "circo de lona, o circo itinerante que chegava nos bairros e alegrava com palhaçaria, música e dança".

Cena do espetáculo circense "In Progress", da Cia Mambembe. Foto: Gabi Coelho.

Para Satti, o circo tem o poder de alcançar os corações de crianças e adultos. E exalta o orgulho de ser chamado de palhaço, subvertendo o sentido pejorativo para iluminar o poder transformador desse clássico personagem circense frente as barbaridades que vivemos atualmente.

E no dia 05/10, às 16h, no Vergel do Lago, será a vez do Instituto de Preparação para Cena (IPC), apresentar A Farsa do Advogado Pathelin. Trata-se de um texto de origem medieval e que atravessa os tempos por carregar na sua dramaturgia assuntos ainda bem pertinentes em nosso dias, a exemplo do uso corrompido das leis para favorecer a classe nobre em detrimento da população mais pobre.

Cena do espetáculo "A farsa do Advogado Pathelin", do IPC. Foto: o grupo.

O diretor e ator Cleyton Alves revela como um dos objetivos dessa montagem o interesse em despertar "o senso crítico do público" e chama a atenção para a capacidade da comédia de "educar e conscientizar de maneira leve, porém incisiva". Vale destacar que o interesse por esse texto, sem autor conhecido, persegue Cleyton desde a infância quando teve a oportunidade de prestigiar uma outra versão do espetáculo com o queridíssimo Homero Cavalcanti atuando como o protagonista da peça.

Se você está achando a vida chata e acredita que umas boas risadas vão aliviar ao menos um pouco esse sentimento, então venha prestigiar nossa programação. Tem espetáculos para todos os públicos e será uma alegria contar contigo na realização dessa Festa!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Centros Periféricos



Ano passado o Festal aconteceu na praça Sinimbu no centro da cidade de Maceió, a praça Sinimbu é palco constante na cidade de movimentações, é tradicionalmente nos dias de hoje associada à escola de artes ou às ocupações que por vezes ela abriga. O que saltou aos olhos no Festal foi que uma área por assim dizer insegura e deserta tornou-se viva novamente pela via do encontro.

A praça foi ocupada das mais variadas formas possíveis, desde o debate político, ao comércio e a apresentação artística. Os moradores do centro, que está sendo cada vez mais abandonado devido à criminosa especulação imobiliária, puderam ver tão próximo o coração da cidade bater. O centro já quase mortificado respirou mais uma vez e com isso levantou uma ideia. O centro já não é mais o centro, como devemos chamar um centro abandonado? Talvez periferia? Mas periferia não é o que não é centro? O Festal provocou uma reestruturação do passo comum da cidade!

Se olhávamos para o centro como o local de comércio, do deserto noturno, devido a transformações de grande parte dos imóveis residenciais em comerciais, o Festal fez suas feições sorrirem um pouco mais postergando seu último suspiro. O centro, há algum tempo, deixou de ser residência e tornou-se capital, escoando seus espaços para terrenos baldios e muros, quantos muros! Mas a Escola Técnica de Artes ainda fica no centro, o Teatro Deodoro ainda fica no centro, o SESC, a Catedral, o Museu de Arte sacra, o Instituto Histórico, a Casa da Palavra, a Academia Alagoana de Letras, o Memorial da República, a Pinacoteca Universitária, o Cenart, a Casa Jorge de Lima, o Museu Theo Brandão, o Museu de Arte Sacra, o Mercado do Artesanato, o Mercado da Produção, a Catedral Metropolitana, a praça dos Martírios, a praça Zumbi dos Palmares, a praça Deodoro, a Assembleia Legislativa de Alagoas, a Câmara dos Vereadores de Maceió, o Tribunal do Trabalho, o Tribunal Eleitoral e a praça Sinimbu!

Parece que estão escoando nossos olhos do centro e com isso se vão todos os aparatos construídos para que o centro de uma cidade seja o centro de uma cidade. Talvez descentralizar uma cidade seja preciso, mas a que preço? Descentralizar seria desmontar? Escoar o que se tem no centro? O suor vertido nos prédios do centro é importante para uma cidade, talvez desejemos não desmontar o centro, mas tornar o território da cidade interligado em uma rede sem centro, talvez apenas criar formas de ligação entre o centro e as tão faladas invisíveis periferias.

Mas invisíveis para quem? Para as visíveis periferias, que sobre os escombros de suas vizinhas tentam brilhar, risíveis periferias. Será que será construído o novo teatro da capital no novo centro? Onde será? Na Ponta verde? No Farol? Ou será que no Aldebaran? Ou será que transformaremos o Vale do Reginaldo no novo bairro da moda? Mas este último é chamado de periferia. Não entendam mal, Farol, Ponta Verde, Aldebaran são todos periféricos, afinal não são o centro ou melhor não se localizam geograficamente onde foi chamado de centro. Mas no caso de outros bairros como o Vergel, o Benedito Bentes, o Bom Parto, a Garça Torta, o Poço, o Vale do Reginaldo, o Feitosa, o Jacintinho e tantos outros que são chamados de periferia, ou quebradas, as alquebradas quebradas. Mas as vezes transformam-se as invisíveis periferias nas visíveis, geralmente fazem isto expulsando de suas casas seus chorosos habitantes, como fizera o atual prefeito com a Vila dos Pescadores no Jaraguá, trocando-os por risíveis novos proprietários. O problema é esse quem, quem é invisível? Para quem? O fato é que não é invisível! É muito visível. E não se torna visível, muros não são feitos para dar visibilidade.

O Festal gostou de ver o “Centro 'periférico' de Maceió” pulsar, gostando da ideia, gostaríamos de ver outros centros pulsarem. Centros, porque são o centro da vida de tanta gente, afinal o local onde estamos é de onde nos alimentamos e respiramos. Não temos a pretensão de dar visibilidade a ninguém, pois não acreditamos que sejam invisíveis, queremos conversar, saber mais sobre estes centros, como pulsam, e talvez, se estes também estiverem ameaçados como o “Centro de Maceió”, emprestarmos um pouco de nossas energias para que deem uma respirada. É por isso que o Festal vai se descentralizar por Maceió, mas não se enganem, não é nossa pretensão desmontar o que já foi criado, a ideia é alastrar a festa.

Este ano o Festal acontecerá nas comunidades do Sururu do Capote (dentro do Vergel do Lago), do Bom Parto, da Cidade Sorriso (dentro do Benedito Bentes), da Garça Torta e, mais uma vez, do Centro, e é com muito carinho e curiosidade que nós, nossos parceiros, patrocinadores e apoiadores desejamos esta conexão alegre.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Histórias, por que contá-las?

Narrar uma história é diferente de contá-la, quando se narra uma história se tem o poder sobre ela, quando se conta, se tem cumplicidade com ela. A história nos leva, nos eleva ou nos desvela. Contar uma história ou ouvir uma história, o que muitas vezes não é diferente, é dar corpo a uma experiência que carrega as raízes do que somos. Com toda a certeza antes de toda a parafernália do teatro, da literatura e do cinema o que se fez de mais concreto no princípio foi contar histórias. Nas histórias sobrevivem povos que apontam por seus contos para nossas raízes mais íntimas e distantes. Diferente daquela de letra grande, a História, nessa se narra como os povos pereceram sob os pés do triunfo dos tiranos.

O contador ou a contadora de histórias, em sua origem meio mítica, se fazia perceber por sua experiência. Carregava consigo a ótica de sua vida e das particularidades de sua comunidade ou do que averiguava dos locais que fora, assim contava ou pela profundidade ou pela vastidão da experiência e lhe imprimia a assinatura de sua voz. Em tempos difíceis parece que estas figuras misteriosas, conhecedoras das mais variadas peripécias desaparecem ou emudecem, ou até, pelo excesso de som e fúria dos plurifrequentes in-presentes influenciadores de uma época, não são devidamente notados.

Cena do espetáculo "Filhos do Céu e o Coração de Tambor, do Coletivo Heteaçã.
Foto: Adriano Monteiro

O nosso país, o nosso continente, teve a sua história entrelaçada firmemente com outros dois, nenhum dos dois por opção. Os impérios que da Europa saíram escravizando, saqueando, estuprando, invadindo e assassinando a todos os continentes do mundo, inclusive no próprio, nomeou suas posses: América, África, Ásia, Oceania, Antártica, assim como a muitos de seus países que nem tinham essas delimitações, o próximo passo é fronteira final, o império tem fome. Hoje ainda, o Brasil, por exemplo, tem nome de produto de exportação, literalmente usado para exaltar a nobreza estrangeira. Os povos indígenas da África foram sequestrados e alienados de sua terra natal, forçados a trabalhar num lugar que não conheciam. Os povos indígenas da América viram a paisagem de sua terra ser destruída e banhada com o sangue de seus ancestrais, sendo também forçados a trabalhar neste banho de sangue. Essa História foi narrada por séculos com toda a pompa de conquista do ilustre peito branco. As culturas destes três continentes foram as que principalmente cimentaram a cultura que permeia o imaginário do nosso povo, mas por vezes a cultura do império tenta apagar, engolir ou vilipendiar as histórias vindas de América ou de África, ou mesmo as que venham de uma Europa diferente da cara que o império quer ter.

Desde a primeira edição do Festal, trazemos este ato de resistência e existência, a contação de histórias, seja pela prática que recebe este nome em uma apresentação, seja com o teatro, seja com a dança ou com este blog, ou os posts no instagram. Um fio conduzindo memórias para se eletrizar e reavivar os nossos puídos, mas pulsantes corações.
Cena do espetáculo Histórias do lar... de lá, de Toni Edson. Foto: Jany Santos

Nesta edição traremos Toni Edson que apresentará o espetáculo “Histórias do lar... de lá”, na Cidade Sorriso, no dia 21/9 e o grupo Heteaçã, com “Os filhos do Céu e os Corações de Tambor”, na Garça Torta, no dia 28/9. Ambas as apresentações trarão histórias da ancestralidade africana se utilizando de referências culturais específicas como mitos ou a experiência de visitas. Utilizando-se da construção narrativa e performática dos contadores, o Festal, traz este movimento de resistência da cultura que a História dos tiranos tenta enterrar sob seus monumentos à barbárie.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O Círcolo

A VEZ DOS BEBÊS!
A Cia Fenomenal e o grupo Psoas e Psoinhas trazem para o 5º Festival de Artes Cênicas de Alagoas – Festal, o espetáculo O Círcolo, totalmente voltado para aqueles que ainda não aprenderam a andar. Muita música, dança e elementos de circo trabalham em função dos bebês, com a proposta de desenvolver estímulos e sentidos que ajudem no desenvolvimento da criança. 

A linguagem adotada em O Circolo surgiu na França há mais de três décadas, e aposta na quebra de paradigmas, incorporando estudos das áreas de neurociência, psicologia e anatomia. “Nós entendemos que um bebê é um ser de capacidades infinitas, capaz de contemplar e interagir com a linguagem visual que mostramos a eles”, explica a argentina Julieta Zarza, que dirige, cria, atua e coreografa espetáculos de circo há mais de 20 anos.
Malabares, mágica, palhaçadas, manipulação com objetos animados, dança, dentre outras coisas, fazem parte do espetáculo, descrito por Julieta como “um número de circo, que entretém os bebês, faz rir as crianças e encanta os adultos”.

Cena do espetáculo "O Cíircolo", da Cia Fenomenal. Foto: Cristina.

DESBRAVANDO MACEIÓ
A Cia Fenomenal surgiu em Brasília, em 2013, como Las Fenomenas, e há um ano e meio boa parte do grupo adotou Maceió como sede, contemplando, assim, artistas locais em suas apresentações, já que o restante da trupe permaneceu no Distrito Federal. Com diversas montagens em solo alagoano, a companhia trabalha com produção, criação, performance, pesquisa e direção de espetáculos. Durante o 4º Festal, a Cia Fenomenal apresentou o espetáculo de clown e variedades circenses Mini Cabaré Tanguero.

A parceria com o Grupo Psoas e Psoinhas, criado em 2015 por mulheres-artistas interessadas em pensar e agir a arte para a primeira infância, acontece para expandir essa proposta exclusiva para bebês, algo que ainda não é muito difundido em nosso Estado.

Cena do espetáculo "O Círcolo", da Cia Fenomenal. Foto: Cristina.

INCLUSÃO CULTURAL
O bacana do 5º Festal é que ele será voltado, em 2019, para comunidades de cinco bairros de Maceió. Cidade Sorriso, Garça Torta, Vergel do Lago, Bom Parto e Centro receberão oficinas, performances e espetáculos de teatro, dança, circo e contação de histórias nos meses de setembro e outubro, começando já agora, no próximo dia 21. Além de incentivar e desenvolver a cena local, o festival também ajuda a população de cada comunidade, despertando o interesse e desenvolvendo estímulos voltados para as artes e a cultura.

E o espetáculo O Círcolo, da Cia Fenomenal será apresentado na comunidade do Vergel do Lago, no dia 04/10, às 16h. Mais detalhes sobre a programação serão divulgados muito em breve. Fiquem de olho!

terça-feira, 27 de agosto de 2019

As danças urbanas no Festal

Poucas manifestações populares nascidas no século 20 demonstraram tamanha potência adaptativa e poder de infiltração quanto a cultura hip hop. E na atualidade, sua riqueza estética, política e crítica já é conhecida internacionalmente. Embora ainda seja vista por muitos com olhos desconfiados e preconceituosos, já não é possível ignorar todos os espaços por ela conquistados na contemporaneidade. Apesar de que isso também se deva à alta capacidade de cooptação do capital e da Indústria Cultural.

Seja como for, grafite, rap, o DJ e o breaking formam a base dessa cultura e, ora interligadas, ora de maneira autônoma, atestam a força criativa e de resistência de toda uma gama de indivíduos invisibilizados e marginalizados socialmente, em particular negros, pobre e periféricos.

Espetáculo "Singularidade", do Grupo Resgate Crew.
Nessa quádrupla atuação do hip hop a relação entre corpo e cidade é experimentada e revelada frequentemente com visceralidade, poesia, humor e reflexão crítica contundente. Se pelo grafite os muros da cidade assumem o papel de suporte e transformam a paisagem urbana num ambiente menos monocromático, monótono e indiferente; com o rap e o DJ, são a poesia e a musicalidade que denuciam toda dor, tristeza e revolta por se viver à margem da sociedade, mas também toda coragem de ser o que se é e de frear o rolo compressor chamado desigualdade social. E por fim, o breaking, que com sua variedade de movimentos, desafia a força da gravidade e nos mostra do que o corpo é capaz para resistir e lutar.

Há mais de duas décadas, o hip hop tem sedimentado e ampliado seu espaço no cenário cultural alagoano. E hoje, todas suas facetas já não se restringem ao ambiente das ruas da cidade. Atualmente, toda a riqueza dessa cultura urbana tem também adentrado o universo institucionalizado da arte, como universidades, museus, teatros e galerias e encontrado novas condições para sua continuidade no tempo e na história.

Espetáculo "Cypher Jam", do Grupo Quilombrothers. Foto Sara Lessa.
Não à toa, a programação do Festal 2019 conta com uma presença significativa do breaking, tanto em termos de espetáculos quanto de oficina. E apresenta ao público uma parcela dos artistas que têm possibilitado o desenvolvimento dessa prática em terras caetés.

Conversamos rapidamente com o intérprete-criador e b-boy Jessé Batista que ministrará a oficina "Iniciação à dança Breaking", na comunidade do Bom Parto, no período de 11 a 13/10.

Jessé é alagoano de União dos Palmares, formado pela UFAL nos cursos de Dança da Escola Técnica de Artes e também de Licenciatura. Para o artista, a procura pela formação acadêmica sinaliza um interesse crescente pela profissionalização dos praticantes do breaking. Seria como uma maneira de ampliar o processo de formação e especialização de seus pares, uma vez que via de regra a formação da maior parte dos praticantes das danças urbanas se dá por meio da "oralidade", um aprendendo com o outro, descobrindo e compartilhando, numa lógica de formação quase "somática".

Espetáculo "Cypher Jam", do Grupo Quilombrothers. Foto Sara Lessa.
Além da oficina do Jessé, o Festal contará ainda com a apresentação dos espetáculos "Singularidade", do Grupo Resgate Crew, na Garça Torta, no dia 27/09 e "Cypher Jam", dos Quilombrothers, também no Bom Parto, no dia 12/10. A realização desses espetáculos, para Jessé, traz nos seus processos uma certa inquietação a respeito da dimensão cênica dessa prática, o que para muitos (praticantes e público) não se mostra tão evidente quanto pode ser.

Nós do Festal estamos muito animados de cruzar com a história desses artistas e poder trocar com eles, aprender com eles e vê-los em cena. E se você também quer participar dessa festa, não deixe de nos acompanhar nas redes sociais (@festal2019). Fiquem ligades nas nossas próximas postagens e na programação que se inicia no próximo dia 21/09.

Até logo!!

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Juntar, Criar e Resistir

O Festal é um festival criado e produzido por artistas. Nossa principal motivação é o fortalecimento da produção artística e cultural alagoana, a partir de um espaço de trocas, reflexão, debates, apresentações e afetos. Desde 2016, uma série de artistas e grupos atuantes no estado de Alagoas têm mobilizado suas forças (criativas, econômicas, intelectuais, técnicas) para manter essa ideia viva. Hoje nos vemos como uma Rede. Ela já existia, mas foi com o Festal que a compreendemos de maneira efetiva. Juntar, criar e resistir sintetizam esse movimento.

A produção do Festal se dá por meio de uma gestão compartilhada. Grupos, coletivos e artistas que tenham interesse se organizam a cada ano para pensar o formato, organizar estratégias de produção, comunicação e de continuidade. Já se vão 4 anos nessa aventura. E estamos muito orgulhosos do trabalho desempenhado até aqui.

Grupos e artistas integrantes e organizadores da edição 2016. Foto Nyrium.

Nesse processo o fluxo de envolvidos variou consideravelmente. Muitos colegas que iniciaram essa jornada saíram de cena e hoje nos apoiam de longe. Alguns têm se mantido desde o princípio, e novas caras têm chegado junto e feito a diferença em muito momentos.

Há exatamente um mês de abrirmos a programação desse ano, gostaríamos de agradecer a cada artista que contribuiu de alguma maneira para chegarmos até aqui. Todos os gestos, esforços e iniciativas tomadas desde 2016 é responsável pela força que o Festal tem atualmente no cenário cultural alagoano.

GT de Continuidade do Festal, edição 2017. Foto: André Cavalcanti


Noite de encerramento da edição 2018. Foto Xanda Souza.


E hoje toda essa energia está canalizada numa equipe que também merece muitos aplausos. Para variar, a corrida contra o tempo segue apertada, contudo não nos falta fôlego e estamos convictos de que a Festa das Artes Cênicas de Alagoas seguirá com sua beleza e alegria.

Nesse sentido, vale registrar aqui o nome de cada artista/grupo/coletivo envolvido na edição desse ano até o momento, desde a produção, passando pela programação, comunicação e registro. O Festal 2019 está ganhando forma graças à ação dessas guerreiras e guerreiros:

Alexandrëa Constantino + Antonio Santos + Associação Teatral Joana Gajuru + Avaristo Martins + Bárbara Lustoza + Cia do Chapéu + Cia dos Pés + Cia Fenomenal + Cia Insanos – Teatro Camboio de Doido + Cia La Casa + Cia Mambembe + Cia Os Vers’artes + Cia Teatro da Poesia + Coletivo Heteaçã + Coletivo Volante + Filé de Críticas + Henrique de Souza + Instituto de Preparação para a Cena + Jessé Batista + John Fortunato + Quilombrothers + Resgate Crew + Sara Lessa + Toni Edson + Udson Araújo

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A programação do 5º Festal entra em cena!



Está quase tudo pronto! O 5ª Festival de Artes Cênicas – Festal abre suas cortinas ao público no próximo dia 21 de setembro, e nos bastidores a ação tem sido constante. Como iniciativa da REDE de Artes Cênicas de Alagoas, e com apoio do prêmio Algás Social, o Festal tem como um de seus principais pilares a democratização das artes cênicas, em suas mais variadas vertentes, para a população local. Nada mais natural, então, que esta 5ª edição aconteça em comunidades de Maceió: os espetáculos e oficinas serão distribuídos, ao longo de cinco semanas, nas ruas e equipamentos públicos da Cidade Sorriso, Garça Torta, Vergel do Lago, Bom Parto e no Centro da capital, com todas as atrações gratuitas.

Quer saber um pouco mais sobre a programação do 5º Festal? Segue o fluxo!

CIDADE SORRISO | 21, 22, 28 e 29 de setembro de 2019
O festival inicia suas atividades na comunidade localizada dentro do Benedito Bentes 2. Por lá, a oficina Malabares com bolinhas, ministrada por Henrique de Souza, trará a magia do circo com a confecção e técnicas básicas de jogo. No sábado, 21, serão apresentados o espetáculo teatral Histórias do Lar... de Lá, de Toni Edison (às 17h) e o circense In Progress, do Coletivo Mambembe (às 19h).

GARÇA TORTA | 24 a 27 de setembro de 2019
A natureza exuberante da Garça Torta recebe o Festal com a oficina de contação de histórias Lendas Curtas para Contar e Cantar, de Toni Edison e com o espetáculo de dança Singularidade, do Resgate Crew (dia 27, às 16h) e a peça Os Filhos do Céu e os Corações de Tambor, do Coletivo Hetéaçã (dia 28, às 18h).

VERGEL DO LAGO | 1º a 4 de outubro de 2019
Tendo a Lagoa Mundaú como moldura, a comunidade do Vergel terá a oficina Teatro, Experiência de si e Leitura do Mundo, com Udson Pinheiro.  O Círcolo, espetáculo de dança da Cia Fenomenal e Grupo Psoas e Psoinhas, será apresentado no dia 4, às 16h. O teatral A Farsa do Advogado Pathelin, do Instituto de Preparação para a Cena, acontece no dia 5, às 17h.

BOM PARTO | 10 a 13 de outubro de 2019
Também banhada pela Mundaú, a comunidade do histórico bairro receberá a oficina Iniciação à Dança Breaking, com Jessé Batista. No dia 11, às 16h, a Cia Insanos – Teatro Camboio de Doido apresenta o espetáculo Sonho. No dia 12, é a vez da dança, com Cypher Jam, dos Quilombrothers, às 17h.

CENTRO | 15 a 18 de outubro
O Festal chega à reta final no Centro de Maceió, com apoio da Escola Técnica de Artes da Ufal – ETA e da Fundação Municipal de Ação Cultural – Fmac. A oficina Tessituras da Cena, do Coletivo Filé de Críticas, promete discutir o olhar crítico na análise de espetáculos. A performance Geni – Não Recomendada, da Cia Os Vers’artes, acontece no dia 19, às 17h. Também no dia 19, o espetáculo teatral Sentido Contrário, de Avaristo Martins, será apresentado às 19h. As ações serão distribuídas na Praça Sinimbu e no Espaço Cultural, e contará, também, com atrações dos próprios alunos da ETA.

Gostou do que estamos preparando? Legal, né? Mas vale ficar atento: como as engrenagens do Festal giram a todo vapor, a programação pode sofrer alterações até o dia da abertura oficial do festival. Mas isso, claro, será devidamente comunicado aqui no nosso blog e também em nossas redes sociais, assim como as atrações voluntárias e musicais que também vão ajudar a contar mais esse capítulo de uma bela história para as artes cênicas alagoanas.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

E já foi dada a largada!

Olá querides amigues!!

Na última quinta-feira, dia 01/08, o Grupo Gestor do Festal se reuniu, na Escola Técnica de Artes - ETA, com os artistas e coletivos selecionados que comporão a programação dessa edição de 2019.

Estiveram presentes representantes do Coletivo Mambembe; Cia Vers'arts; Resgate Crew; Cia Fenomenal; Grupo PSOAS; Quilombrothers Crew; LATO; Insanos, Teatro Camboio de Doido, Coletivo Heteaçã; Filé de Críticas; Coletivo Vermelho; o Avaristo Martins e Jessé Batista.

No encontro, explanou-se a respeito do projeto, da ideia de se fazer um festival de artes cênicas criado e produzido exclusivamente por artistas da área, fazendo uma breve retrospectiva das últimas edições e apresentando a equipe organizadora e a importância do Prêmio Algás Social para a continuidade dessa empreitada tão singular do cenário cultural local. Tratamos também da parceria com as comunidades que receberão os espetáculos e oficinas selecionadas e dos detalhes de logística e produção. 



Estamos muito animados com essa nova aventura. A programação promete  mais uma vez comprovar a riqueza e diversidade da produção cênica alagoana. Atenderemos públicos das mais variadas idades, com trabalhos igualmente diversos em termos de linguagem, formatação e gênero. A produção tem representantes da capital e do interior e logo logo estará disponível aqui no blog e nas nossas redes sociais. 

Nas próximas postagens vocês conhecerão um pouco mais esses artistas e suas propostas. Iniciaremos uma série de postagens para apresentar os selecionados, suas ideias e o que eles estão preparando para o Festal. E, claro, também falaremos das comunidades e dos parceiros que estão conosco esse ano.

A largada já foi dada e ainda há muito para correr até a abertura oficial do Festal. Se você quer conhecer esse projeto mais de perto, nos acompanhe por aqui e também nas nossas redes sociais (Facebook e Instagram).

Obrigado a todes que fazem do Festal a festa das Artes Cênicas de Alagoas!


segunda-feira, 29 de julho de 2019


DA ANÁLISE DE PROPOSTAS À SELEÇÃO
O Festival de Artes Cênicas de Alagoas – Festal abriu, em 15 de maio deste ano, edital de seleção para espetáculos e oficinas para sua 5ª edição. Ao longo de 47 dias, até 30 de junho, foram recebidas 31 propostas de espetáculos e 24 para oficinas, vindas de artistas e grupos da capital e do interior do Estado. Tendo em mãos todo esse material, com fichas de inscrição, informações, fotos e links de vídeo, é possível imaginar que a tarefa de análise e seleção não seria – e nem poderia ser – simples.

Coube à Coordenação de Programação do Festal uma análise preliminar de todos os proponentes, com o objetivo de checar se o material disponibilizado estava de acordo com as exigências do edital. “Nessa análise, ficou constatado que alguns inscritos na categoria de espetáculos não disponibilizaram link de vídeo, ou o link informado não funcionava ou não passava de dois minutos. O vídeo é primordial para a seleção dos espetáculos”, conta Abides Oliveira, um dos coordenadores de programação.

Após essa primeira fase, entrou em ação a curadoria do Festal, responsável por uma nova e minuciosa análise das inscrições. Nas reuniões de discussão, os curadores expunham e confrontavam suas opiniões, e os espetáculos e oficinas mais votados eram selecionados, respeitando a coerência da propostas e exigências do edital, como acessibilidade e adaptabilidade aos ambientes onde o festival será realizado, buscando, também, contemplar as mais variadas formas de expressão artística: teatro, dança, circo, performance e contação de histórias.

A EQUIPE DE CURADORES
A curadoria do 5° Festal foi composta por dois grupos: um responsável pelos espetáculos e outro pelas oficinas, com três membros cada – número ímpar, a fim de evitar empates ou indecisões. São eles:



De forma a evitar conflitos de interesses, os curadores responsáveis pela seleção em cada grupo não podiam ser proponentes em nenhum espetáculo ou oficina. Cada curador era responsável por lançar sua proposta individual de programação para, juntos, discutirem as diferenças e coincidências para atingir um consenso.

Para Alexandrëa Constantino, o processo caminhou de forma bastante orgânica. “Cada um levou as propostas para casa, cada um avaliou. Partilhamos ideias e sugestões e entramos em acordo, sem conflitos. Não houve imposição de propostas”.

O FESTAL E SEUS VALORES
Como iniciativa da REDE de Artes Cênicas de Alagoas, o Festal tem como um de seus principais objetivos o de agregar a classe artística alagoana, sem jamais promover qualquer tipo de exclusão. Trata-se de um espaço aberto e em construção, onde qualquer artista é bem-vindo.

A vigência de um edital, vinculado ao Prêmio Algás Social, significa que há um orçamento direcionado apenas ao cachê dos selecionados para a programação, bem como gastos com atividades essenciais à realização do Festal, como logística, assessoria de imprensa, cobertura fotográfica, identidade visual e impressão de material gráfico. Os organizadores trabalham, em sua maioria, como voluntários, sem qualquer contrapartida financeira. “Quem está organizando o Festal não está proibido de fazer parte da programação, mas entra em outras condições, não como um selecionado normal e com cachê. Não faz sentido organizarmos o festival e nos selecionarmos, seria antiético”, declara Thiago Sampaio, coordenador de comunicação.

A classe artística, inclusive, é incentivada a participar de forma voluntária, e os inscritos que porventura não tenham sido contemplados agora, podem continuar melhorando e inscrevendo suas propostas para as próximas edições. Há casos de grupos que participaram com ações voluntárias durante edições anteriores do Festal e que, em 2019, conseguiram compor a programação oficial. Ou proponentes que tentaram por vários anos seguidos, com o mesmo trabalho, e que agora, finalmente, foram contemplados.

“Agregar é o mais importante! Como o Festal é uma construção dos artistas, que cumprem os papeis de produtores, técnicos, curadores, entendemos que é um espaço democrático para mostrarmos nossos trabalhos também”, conclui Thiago.

PRÓXIMOS PASSOS
Com a seleção concluída, os organizadores do Festal se dedicam, agora, a fechar a grade definitiva de programação, além de atrações musicais e ações voluntárias. Os espetáculos e oficinas serão distribuídos nas comunidades do Bom Parto, Centro, Cidade Sorriso, Garça Torta e Vergel do Lago. E não custa lembrar: o 5° Festal acontece de 20 de setembro a 19 de outubro de 2019!

quinta-feira, 25 de julho de 2019

ERRATA!

Olá pessoas, 

Detectamos um erro no edital no item 35 das Considerações Finais, no que se refere à carga horária e cachê das oficinas. Nesse sentido, onde se lê 12h, leia-se 15h. E no que tange ao cachê, onde está R$ 500,00 (quinhentos reais), leia-se R$ 600,00 (seiscentos reais)

Essa carga horária será distribuída entre 4 ou 3 dias, num mesmo turno (manhã ou tarde), conforme a disponibilidade dos oficineiros selecionados e o público das comunidades contempladas.

Detalhes sobre a programação, bem como o ajuste dos horários serão tratados na reunião do dia 01/08, às 19h, no Espaço Cultural da UFAL

Pedimos desculpas pelo equívoco e nos colocamos à disposição para maiores esclarecimentos.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

ESPETÁCULOS E OFICINAS SELECIONADOS

Querides,

Segue abaixo a relação dos espetáculos e oficinas selecionados para compor a programação do Festal 2019. Como foi mencionado na postagem anterior, o trabalho não foi fácil. Os critérios que nortearam esse processo foram diversidade de linguagem, diversidade de classificação etária e flexibilidade de adaptação a espaços alternativos.

 

Os suplentes serão convocados somente em caso de desistência por parte dos selecionados, priorizando a equivalência de linguagem como ordem a ser seguida. 

O Festal ocorrerá no período de 20 de setembro a 19 de outubro do corrente ano, sempre aos fins de semana (sexta e sábado). A programação será apresentada aos selecionados no dia 01/08 (quinta-feira), às 19h, no Espaço Cultural da UFAL (em frente à Praça Sinimbu), em reunião presencial. Nesse encontro serão discutidos ainda questões de ordem logística e de produção. A presença de ao menos um representante de cada trabalho selecionado é indispensável.

Solicitamos a confirmação da presença nesta reunião, por meio de comentário nesta mensagem ou em nossas redes sociais (Instagram e Facebook). Ou ainda por meio do contato (82) 9 9909-7722 (whatsapp)
Por fim, reforçamos nossa gratidão a todos e todas que se inscreveram! Estamos muito felizes com esse movimento e cheios de expectativa de vê-lo se desenvolver sempre mais. São vocês que fazem essa festa possível e a cada ano mais linda!

domingo, 21 de julho de 2019

Agradecendo antes de tudo!

Olá pessoas,

Nós do Festal 2019 queremos agradecer imensamente a todos artistas e grupos que inscreveram suas propostas de oficinas e espetáculos para compor a programação da edição desse ano. Ao todo, inscreveram-se 31 espetáculos e 24 oficinas. Um trabalho difícil para a comissão de seleção. Os critérios que nortearam o processo seletivo foram: diversidade de linguagem, diversidade de classificação etária, descentralização e flexibilidade de adaptação a espaços alternativos. O resultado dos selecionados será divulgado até o início da tarde de amanhã, dia 22/07.

Por hora, queremos apenas deixar registrada a alegria pelo interesse e confiança de vocês nesse projeto que tem operado como um rico espaço de aprendizado, afetividade, criatividade e cooperação. Logo logo, vocês vão estar mais próximos e entenderão isso melhor.

Um agradecimento muito especial também à Algás, por acreditar na força dessa ideia e nos contemplar com seu prêmio Algás Social pela terceira vez consecutiva, sinal de que temos acertado e demonstrado o quanto a arte local cumpre um importante papel no fortalecimento da cultura e na construção de uma sociedade mais saudável, plural e solidária.

Nos sentimos gratos ainda pela recepção das comunidades onde realizaremos essa programação que está sendo montada com muito carinho e cuidado.

E por fim, gratidão à Escola Técnica de Artes da UFAL que já confirmou parceria para esse ano, repetindo a dose do ano passado. Seguimos em negociação com outros possíveis parceiros e apoiadores, para fazer dessa ação, a grande festa das artes cênicas do Estado.

Um forte abraço e até breve!!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O FESTAL 2019: ESPETÁCULOS E OFICINAS




O FESTAL, em sua 5ª edição, é uma iniciativa da REDE DE ARTES CÊNICAS DE ALAGOAS, doravante REDE, composta por grupos e artistas locais. Esta edição foi contemplada com o Prêmio Algás Social 2018-2019.

A proposta do FESTAL 2019 é promover um espaço de encontro entre os artistas cênicos interessados e o público de cinco comunidades da cidade de Maceió, de modo a estimular a classe artística em termos de produção, exercício da crítica e articulação frente a questões de ordem das políticas culturais de Alagoas. A expectativa é a de gerarmos um movimento forte e coeso o suficiente ao ponto de fortalecer essa REDE, cuja função em primeira instância seja a de lutar, garantir e manter condições que impulsionem o ato criativo de maneira democrática e nos mais variados contextos sociais e econômicos.

Esse ano serão dez espetáculos selecionados e cinco oficinas distribuídas em cinco comunidades de Maceió durante cinco semanas entre setembro e outubro.

Participe! Inscreva sua proposta!

Clique nos links para ter acesso as informações:











Boa sorte!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Obrigado a todos parceiros, apoiadores e patrocinadores

Já estamos chegando na reta final de mais uma edição do Festal. Foi um ano de muito trabalho e dedicação. Enfrentamos muitas adversidades e atropelos, porém resistimos e, juntos, conseguimos mais uma vez mostrar o quanto as artes cênicas de Alagoas pulsa forte e obstinada pela mudança de um cenário cultural sempre mais rico, engajado e potente. Nós do Grupo Gestor estamos muito felizes por mais essa vitória.

Entretanto, é importante mencionar que não estivemos sozinhos e isso é um alento. Em tempos como esses em que a arte e a cultura sofrem ataques sistemáticos movidos pelo preconceito, é lindo de ver que ainda é possível encontrar pessoas e instituições interessadas no desenvolvimento artístico-cultural local. Essa postagem é um muito obrigado a todas e todos aqueles que acreditaram e acreditam nesse projeto, nesse movimento.

A começar pela Algás, que vem apostando na nossa ideia. Esse foi o segundo ano consecutivo com o Prêmio Algás Social, um patrocínio fundamental para a continuidade desse Festival.
Outro grande parceiro dessa edição é a Fundação Municipal de Ação Cultural - FMAC, que nos possibilitou o acesso a equipamentos, estruturas e programação paralela, que enriqueceram nossa ação desse ano.




Também temos orgulho de contar com e equipe linda responsável pela acessibilidade. Sem Bárbara Lustoza e a Soluções Acessíveis, seria muito mais difícil aproximar as artes cênicas das pessoas com deficiência auditiva e de baixa acuidade visual.

Nosso muito obrigado à equipe de fotógrafos, responsável pelo registro sensível das apresentações, bastidores e momentos especiais. São eles: Alexandra Souza, Amanda Moa, Benita Rodrigues, Jadir Pereira, André Cavalcanti e Ane Pradines.

Gratidão ainda ao pessoal da Feirinha Colabora, dando vida à praça Sinimbu; da Innovare Sublimação, estampando nossa marca e do Sesc Alagoas, com toda sensibilidade da sua equipe de cultura.


Contamos ainda com a parceria da Ufal por meio da Escola Técnica de Artes, do Museu Théo Brandão e do Espaço Cultural. Uma alegria esse diálogo entre artistas, estudantes e a Academia.

Outra instituição que nos alegrou com sua parceria foi a Casa Jorge de Lima, recebendo parte da programação.

Ter a presença de vocês nessa edição nos encheu de gás e força para continuarmos nessa luta. Estamos muito felizes e agradecidos pela contribuição de cada um de vocês!

Mas a festa ainda não acabou. Hoje, dia 23/10, ainda vai rolar muita coisa boa. E as atrações continuam amanhã. Acesse nossa programação e venha fazer parte dessa Festa.

sábado, 6 de outubro de 2018

Programação Festal 2018!


DATA
MANHÃ
TARDE
NOITE

17/10/18

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17h30 - Baldroca, Associação Teatral Joana Gajuru - Praça Sinimbú. Livre (Libras)
20h - Negreiros, Cia La Casa - Sala Preta. 14 anos


18/10/18


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15h - Encantados das águas, Linete Matias - Museu Théo Brandão.  Livre (Libras)
20h - Mini Cabaré Tanguero, Julieta Zarza - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL).  Livre



19/10/18



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15h - Èwòn, Cia Cambada - Casa Jorge de Lima (ação voluntária). 14 anos
19h - Ciclos Viciosos, Invasão Piegas - Museu Théo Brandão. Livre

20h - Por um Triz, Cia Teatro da Meia Noite - Sala Multiuso (Espaço Cultural da UFAL). 10 anos (Libras)




20/10/18




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18h - Le Mond Bleu, Cia Raízes da Terra - Sala de Orquestra (Espaço Cultural da UFAL). Livre (AD)
20h - Bailarete, a Bailarina Barbada, Cia. Ato Reflexo - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL). Livre (Libras e AD)

21hPraça Musical com Mel Nascimento - Praça Sinimbú




21/10/18




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16h - O Baile do Menino Deus, Cia Mestres da Graça - Praça Sinimbú. Livre (Libras e AD)
19h - Os Que Vem de Longe, Teatro da Poesia - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL) 10 anos (Libras e AD)

21hPraça Musical com May Honorato  - Praça Sinimbú




22/10/18



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16h - Geni - não recomendada, Cia Vers'Artes - Praça Sinimbú (ação voluntária). 12 anos
20h - Medusa ao Reverso, Kamilla Mesquita - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL). 14 anos

21hPraça Musical com Artehfato - Praça Sinimbú




23/10/18
09h45 - A Mala, Cia A Cambada - Museu Théo Brandão. 10 anos
15h - R.A.L.E, Jessé Batista/Código 8 - Sala Multiuso (Espaço Cultural da UFAL). 10 anos (AD)
20h - Entre Rio e Mar Há Lagoanas, Coletivo Heteaçã - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL). 16 anos (Libras)

21hPraça Musical com Sujeit@ Mente Ativa - Praça Sinimbú






24/10/18

15h - À Direita de Deus Pai, Grupo Os Bufões da Mãe Joana - Casa Jorge de Lima (ação voluntária). Livre (Libras)
18h - Praça musical com Naná Martins - Praça Sinimbú

19h - Do Barro ao Sangue, Cia Vers'Artes - Sala Preta (ação voluntária). 12 anos

20h - "Palhaçaria de Improviso", Clowns de Quinta - Praça Sinimbú. 16 anos

21h - Praça musical com Edi Ribeiro - Praça Sinimbú


Exposição "Fios da Memória" - Museu Théo Brandão

Abertura: 10/10, às 19h.
Banda dos Clowns de Quinta
Discotecagem com Magno Almeida

Sarau Confluente: 11/10, às 19h
Identidade Alagoana
Jurandir Bozo
Mestre Laércio

Visitação: 16 a 26/10, 09h às 17h (terça a sexta)

Feirinha Colabora - Praça Sinimbú


20 a 24/10 - 16h às 21h

Bate papos Fios da Memória - Casa Jorge de Lima
15, 16 e 17/10, das 15h às 17h.
Telma César, Valéria Nunes e Reginaldo Oliveira (Dança)
Mary Vaz, Charlene Sadd e Everlane Moraes (Performance)
Waneska Pimentel, Otávio Cabral e Jadir Pereira (Teatro)
Peró Batista, Magnun Angelo e Elaine Lima (Circo)
Zeza do Coco, Wilson Santos e José Acioli (Etnocena)

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Confira a lista dos espetáculos selecionados para o IV Festal - Performance

O Festival de Artes Cênicas de Alagoas, Festal, em sua 4ª edição, tem a honra de apresentar a relação dos 15 grupos selecionados para integrar a programação de 2018, que será realizada entre os dias 17 e 24 de outubro, com espetáculos gratuitos, no Centro de Maceió. O Festal contará com manifestações artísticas de palhaçaria, contação de histórias, dança, performance e teatro.
PERFORMANCE:
COLETIVO DE ARTES INVASÃO PIEGAS
Criado em 2010, quando a fundadora Everlane Moraes começou a escrever poesias, surgiu a ideia de criar um movimento. Vários experimentos deram asas as performances e outras atividades. Everlane Moraes é do Curso de Licenciatura em Dança e o Técnico em Dança- UFAL, apresentando no Festal Ciclos Viciosos, que é o relato de uma mãe que perde o filho em meio aos becos e vielas. Baseado em uma história real, a performance mostra as dores de uma mãe que perde seu filho na Vila Brejal, sofrendo com informação que não chega, as oportunidades escassas, refletindo na questão de escolhas.






RAÍZES DA TERRA - DAYANE TELES
Dayane Teles é atriz, formada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade Propaganda e Especialização em Metodologia do ensino das artes, ex-coordenadora do Ponto de Cultura Corredor da Cultura (Arapiraca-Alagoas), participou em 2010 e 2013 da Cobertura Colaborativa das Teias (A Teia é o encontro nacional dos Pontos de Cultura e também encontros regionais das entidades que integram o Programa Cultura Viva, promovidas pelo Minc - Ministério da Cultura), vencedora do Prêmio Jovem Criativo, no evento anual promovido pelas Organizações Arnon de Mello, Festival Gazeta de Publicidade e finalistas de vários outros prêmios. Ela encena, no Festal, Le Monde Bleu - Uma Viagem ao Mundo Azul, um espetáculo performance, que trata do TEA - Transtorno do espectro autista – com a visão de uma mãe de primeira viagem que descobre que o filho é autista. A partir daí, começam as andanças pelos tratamentos multidisciplinares, de onde surge a inspiração para o espetáculo. Cenas do cotidiano e a vivência se misturam, levando o público para o mundo do autismo de uma forma sensível, visceral e única.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Confira a lista dos espetáculos selecionados para o IV Festal - Contação de Histórias

O Festival de Artes Cênicas de Alagoas, Festal, em sua 4ª edição, tem a honra de apresentar a relação dos 15 grupos selecionados para integrar a programação de 2018, que será realizada entre os dias 17 e 24 de outubro, com espetáculos gratuitos, no Centro de Maceió. O Festal contará com manifestações artísticas de palhaçaria, contação de histórias, dança, performance e teatro.
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS:
LINETE MATIAS
Linete Matiascontadora de histórias há mais de 15 anos, apresenta Encantados das Águas, resultado do Edital Microprojetos Rio São Francisco – 2013, do Ministério da Cultura. Durante este ano, Linete Matias ouviu e registrou cinquenta histórias, que estão em seu livro relatório Encantados das Águas. No espetáculo, ela deixa se levar pela memória, permitindo que as histórias ouvidas e sua própria memória de ribeirinha sejam apresentadas ao público sem um repertório definido, se aproximando ao máximo de uma narração na porta de casa, espontânea e mais tradicional. Mércia Maria compõe a produção do espetáculo.

CIA A CAMBADA

Com o espetáculo A Mala, a Cia A Cambada já percorreu várias cidades alagoanas a exemplo de Delmiro Gouveia, Maceió, fez turnê no Rio de Janeiro e São Paulo. A mala traz a oralidade nordestina, como seus cantos e contos, a sua devoção, buscando resgatar a cultura que está se perdendo com o grande avanço tecnológico ao brincar e contar histórias. Os personagens viajantes trazem consigo suas maletas, que é a representação física de sua mente, de dentro delas vem as histórias, cantos, devoção. A direção é de Éric Pascoal; texto de Alex Silva, Allef Willams, Antonielle Santos, Elizabeth Lorenzzo, Éric Pascoal e Luciano Tenório; produção de Lia Bernardes e Antonielle Santos; e os viajantes são Alexandre Nascimento, Elizabeth Lorenzzo e Éric Pascoal.