sábado, 11 de agosto de 2018

Ruínas e Possibilidades: Teatros de Maceió

Prédio na Rua Sá e Albuquerque, Jaraguá
Quando se caminha pela cidade de Maceió, principalmente nos bairros mais antigos, podem-se notar reminiscentes marcas da história da capital. Para olhos que se demoram mais em admirar as ruas da cidade ou que tentam perceber o que há por trás das ruínas desprezadas pelo poder público e por nós mesmos, em nossa apatia, belíssimos prédios despontam na paisagem revelando possíveis locais de comunhão, confraternização e convívio do passado da cidade. É certo que em locais os quais são visitados e onde o povo costuma ir por sua identidade, há vida e há a segurança de se estar em um local próprio, seu; por outro lado, quando se remove destes locais funções de interesse comunitário ou de convívio, a vida se corrói e apenas uma reminiscência do que já foi próprio para alguém resta no olho de um distante observador. A ruína causa certa angustia, porém pode dar às pessoas um vislumbre do que pode tornar a ser ou um anúncio de mudança para o futuro.

O teatro, que mesmo em sua etimologia pode se referir ao edifício de onde se assiste à cena, mudou com suas renovações, se tornou livre da caixa, livre do palco, livre do prédio. Porém isto não significa que o prédio, o teatro, tenha perdido sua função ou sua razão de ser: um local de convívio, confraternização e comunhão que transforma o passo corriqueiro do dia a dia, podendo torná-lo em uma maravilhosa e provocadora dança ou em um ato impetuoso e revolucionário.

Teatro Deodoro, em 1915

Em Maceió, temos um número pequeno de teatros e muitas vezes não necessariamente estão abertos a propiciar o acesso aos artistas da cidade onde foram erigidos. O mais antigo dos teatros hoje na cidade é o Teatro Deodoro, que teve sua construção finalizada sobre os vestígios do Teatro Seis de Setembro, este que jamais tivera sua construção concluída. Após trágicas mortes de construtores e lendas agourentas o teatro foi inaugurado no dia 15 de novembro de 1910 e desde então foi literalmente o palco de grande parte da cena maceioense e alagoana.

Theatro Polytheama, 1905
Entretanto, apesar de o Teatro Deodoro ser o teatro mais antigo ainda de pé na cidade, ele não foi o primeiro. Ainda houve o Theatro Polytheama, na rua do Imperador, na praça Sinimbu, inaugurado em 17 de Junho de 1905. O Polytheama funcionou a todo vapor e, por isso mesmo, fechou no ano seguinte devido excesso de despesas. Logo o terreno do Polytheama fora comprado e no ano seguinte reabriu também com sessões de cinematógrafo. O Polytheama, como o nome grego já diz: Poly (muitos) Theama (Espetáculos), consistia na diversidade de gênero de apresentações: teatro de revista e variedades.

Prédio do antigo Teatro Maceioense - Cinema Delícia
Antes ainda houve o Teatro Maceioense, localizado na rua do Sol, no centro da cidade, fundado junto com a Sociedade Dramática Particular Maceioense em 1846, o edifício chegou a receber, além de diversos trabalhos das Sociedades Dramáticas Particulares que haviam na época, grandes obras do Ballet português e ainda a visita do Imperador D. Pedro II. O Teatro Maceioense também sediou a instalação da Sociedade Libertadora, instituição que assumiu a luta contra a escravidão em Alagoas, na ocasião duas pessoas foram alforriadas no teatro. Após um longo período em que o teatro ficou fechado, ele reabriu exibindo sessões de cinematógrafo, sendo divulgado como Teatro Maceioense – Cinema Delícia. Com a inauguração do Teatro Deodoro e do Cinema Helvética, o Teatro Maceioense não suportou a concorrência e fechou suas portas.

Os teatros Polytheama e Maceioense infelizmente não existem mais, seus rastros já se apagaram no progresso do tempo, porém ainda existem prédios diversos em Maceió que podem ser revigorados, não só teatros, mas potentes espaços que podem se tornar em palcos de transformação. O Teatro de Bolso Lima Filho é um exemplo disso, na rua Pedro Monteiro, dentro do CENARTE, infelizmente hoje fechado, o Teatro Lima Filho foi palco importante para o teatro alagoano, cenário do Festival Estudantil de Maceió e outros espetáculos. Talvez seja a hora de nós, responsáveis por nossa cidade, olharmos para espaços com tais histórias e com tais possibilidades e exigirmos o seu retorno.

Prédio do CENARTE, onde se encontra o Teatro de Bolso Lima Filho
Existem hoje outras casas de espetáculos que são usadas no repertório artístico da cidade, a exemplo do Teatro SESC Jofre Soares, o Teatro do Espaço Cultural Arte Pajuçara, o Teatro de Arena Sérgio Cardoso, o Espaço Cultural Linda Mascharenhas, o Teatro Gustavo Guilherme Leite, porém a cidade cresceu e necessita da manutenção e da abertura maior de alguns desses espaços onde se faz ainda teatro em Maceió.

Fontes:

https://www.historiadealagoas.com.br/teatro-maceioense-e-o-cine-delicia-da-rua-do-sol.html

https://www.historiadealagoas.com.br/theatro-polytheama-a-primeira-grande-casa-de-espetaculos-de-maceio.html

https://www.historiadealagoas.com.br/a-maldicao-do-teatro-deodoro.html

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Acessibilidade: uma questão imprescindível

É fato que ainda é relativamente recente a atenção que o campo das artes e da produção cultural tem dado ao público de pessoas com deficiência. No entanto, o movimento nesse sentido já tem se revelado com certa criatividade e a devida responsabilidade

Para tratar dessa questão, conversamos rapidamente com a atriz, produtora, audiodescritora e intérprete de Libras Bárbara Lustoza, nossa parceira desde 2016, responsável por coordenar o processo de acessibilidade na programação do FESTAL.
Bárbara Lustoza, integrante da Rede e coordenadora da comissão de acessibilidade do Festal. Foto pessoal.

Atento a essa questão, o FESTAL tem buscado oferecer uma programação que contemple os mais variados públicos e o sistema de acessibilidade é um ponto do qual não abrimos mão, apesar das adversidades. Temos nos organizado de modo a receber, na medida do possível, pessoas com deficiência visual e auditiva, além de firmar parceria com espaços que apresentem as condições adequadas para pessoas com deficiência motora.
Em 2016, o espetáculo "A boca que muito fala", da Cia Artiservir foi um dos trabalhos que ofereceram o serviço de Libras. Foto: Nyrium.

De acordo com Bárbara, em comparação a nosso vizinho Pernambuco, Alagoas ainda tem muito o que caminhar. Mesmo que esse tipo de recurso já se constitua uma exigência como contrapartida social desde 2015 (oficialização da Lei Brasileira de Inclusão - LBI 13.146). Ela aponta que o público de pessoas com deficiência é geralmente melhor contemplado em eventos acadêmicos e públicos, o que não ocorre tanto quando se trata de iniciativas particulares dos grupos e artistas locais.

Entre as razões que Bárbara aponta para configurar esse cenário estão a crença de que esse público não teria interesse ou não se sente motivado a prestigiar boa parte das ações artístico culturais, além dos custos relativos à demanda (serviço de intérprete de Libras; equipamento e profissional de audiodescrição). Da nossa parte, acreditamos que a falta de fiscalização e de cobrança por parte da sociedade também alimenta essa situação.

O espetáculo "Remendó", da Cia Flor do Sertão contou com o recurso de Libras realizado pela intérprete Luana Silva. Foto: Xanda Souza

Em contrapartida, Bárbara compreende a Rede responsável pelo Festal como um espaço sensível a essa questão e que não se restringe somente na programação do festival, mas se estende na produção particular de alguns grupos. Ou seja, determinados coletivos e artistas que integram a Rede já tem pensado sua criação levando em conta aspectos que favorecem a acessibilidade. E justamente por isso, o Festal é de algum modo uma referência para o estado no que se refere a esse assunto.

Por fim, entre as restrições que carecem de um enfrentamento mais contundente, Bárbara identifica o processo de comunicação com as pessoas com deficiência. É importante que além de ofertarmos os recursos de acessibilidade, também consigamos chegar até esse público, atraí-lo para os ambientes de produção artística e cultural.
Bárbara Lustoza atuando na audiodescrição do espetáculo "Uma Tarde de Risos e Mágica", do artista Jesús Rojo, na edição de 2017. Foto: Nyrium.

Desse modo, percebemos que o caminho é longo e árduo. E há sempre mais por se fazer. Portanto, ainda não podemos nos dizer totalmente satisfeitos com nosso trabalho a respeito desse ponto, mas reafirmamos nosso compromisso com essa pauta e nos colocamos abertos para contribuições e novas parcerias atentas ao processo de inclusão desse público que não raras vezes é subestimado e negligenciado.

O Festal pretende se fazer uma festa para todos e todas e tem se construído pautado na responsabilidade de possibilitar o encontro das artes cênicas com os mais diversos públicos. Sigamos!!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Bem vindos!!!

Ontem, estivemos reunidos com os grupos e artistas selecionados para a 4ª edição do FESTAL. Um encontro bastante produtivo, bem humorado e cheio de gás para dar conta de demandas imprescindíveis para a continuidade dessa aventura chamada Rede de Artes Cênicas de Alagoas.

Estamos felizes pela participação de todos. E com expectativas de que o Festal siga esse fluxo de colaboração e consolidação de uma classe artística mais coesa e organizada.

No encontro de ontem, apresentamos a programação com datas e horários dos espetáculos, discutimos questões de logística e operacionais a fim de envolvermos os selecionados no processo de maneira mais ampla.

Entramos numa nova etapa do projeto e a presença e participação dos selecionados é fundamental nesse momento.

Sejam muito bem vindos!

Evoé, Festal!!!!


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Resultado Selecionados Festal 2018




A Rede, na condição de organizadora do 4º FESTAL, agradece a todos os grupos e artistas que se inscreveram seus espetáculos, ao todo 42 propostas de espetáculos. E convoca-os para Reunião que acontece na terça 31 de Julho a partir das 19 horas no Espaço Cultural, centro de Maceió. 

A intenção foi compor uma programação que atendesse os objetivos do projeto de maneira plena, considerando a natureza de cada proposta. A composição a seguir é fruto de um trabalho guiado pelo debate responsável, sensível, atento e o mais democrático possível, tendo como norte os critérios descritos no regulamento.


Os 15 (quinze) espetáculos selecionados serão distribuídos pela comissão de programação nos seguintes espaços (Praça Sinimbu, Museu Théo Brandão, Casa Jorge de Lima e Espaço Cultural Salomão de Barros Lima) na cidade de Maceió entre os dias 14 à 24 do mês de Outubro de 2018.

Além de manter seu compromisso de responsabilidade para com a Rede, na condição de participação na organização do Festal; cabe aos selecionados mediar a exposição Fio da Memória para alunos de escolas públicas durante o Festival, as datas e horários serão determinados pela comissão de programação.

O FESTAL – Festival de Artes Cênicas de Alagoas é uma construção colaborativa envolvendo diferentes grupos e artistas cênicos do Estado, cuja iniciativa partiu da Cia Teatro da Meia-Noite e em sua 3ª edição foi contemplado no Prêmio Algás Social 2016-2017, sendo novamente contemplado no edital em 2018.

A proposta do Festal é promover um espaço de encontro entre os artistas cênicos interessados, de modo a estimular a classe artística em termos de produção, exercício da crítica e articulação frente a questões de ordem das políticas e culturais de Alagoas. O intuito é o de fortalecer o movimento da REDE que fora construído nas edições anteriores, cuja função em primeira instância seja a de lutar, garantir e manter condições que estruturem e impulsionem o ato criativo de maneira democrática e nos mais variados contextos sociais e econômicos.



Selecionados:

A Mala – Cia. A Cambada (Maceió)
Bailarete, a bailarina Barbada – Ato Reflexo (Arapiraca)
Baldroca – Grupo Joana Gajuru (Maceió)
Ciclos viciosos – Coletivo de Artes Invasão Piegas (Maceió)
Encantado das Águas – Linete Matias (Piaçabuçu)
Entre Rio e Mar Há Lagoanas – Coletivo Heteaçã (Maceió)
Le Monde Bleu – Cia. Raízes da Terra (Arapiraca)
Medusa ao Reverso – Kamilla Mesquita Oliveira (Maceió)
Mini Cabaré Tanguero – Julieta Zarza (Marechal Deodoro)
Negreiros – Cia. LaCasa (Maceió)
O baile do menino Deus – Cia. Mestres da Graça (Palmeira dos Índios)
Os que vem de longe – Teatro da Poesia (Maceió)
Palhaçaria de improviso – Clowns de Quinta (Maceió)
Por um Triz – Cia. da Meia Noite (Maceió)
R.A.L.E. – Código 8 Coletivo (Maceió)


Suplentes:

1. A Direita de Deus Pai – Bufões de Mãe Joana (Maceió)
2. Sentido Contrário – Avaristo Martins (Maceió)
3. A Velha – Das Andorinhas Coletivo Artístico (Maceió)
4. Cocar de Histórias – Cocar de Histórias (Maceió)
5. Magé – Coletivo Mambembe (Maceió)

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Inscrições encerradas... A seleção não será fácil!!!

É isso pessoal, encerramos ontem o período de inscrições para a 4ª edição do Festal. Estamos muito felizes por todos que lançaram suas propostas.

O número de inscritos superou nossas expectativas. Mais de 40 propostas contra 32 no ano passado.

E parece que o processo de seleção não será fácil. Além de haver propostas das cinco linguagens (teatro, dança, performance, circo e contação histórias), o número de proposições oriundas do interior também é bastante significativa em relação a 2017.

Estamos animados. E fiquem atentos que no dia 23 desse mês, divulgaremos as listas dos selecionados e de suplência.

Obrigado a todos e a todas por sua participação e apoio!!
A equipe Festal agradece!!

terça-feira, 10 de julho de 2018

EXTRA!!!! EXTRA!!! URGENTE!!!






Ultimo dia para se inscrever no FESTAL!!!!!

Leiam o Edital e corra para fazer sua inscrição, depois de hoje só ano que vem.

As inscrições do Festal se encerram hoje, portanto apressem-se em responder o formulário e nos enviar o vídeo de seu trabalho, a participação do maior número de artistas alagoanos é muito importante para nós,

Corram!!!!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Corre para inscrever seu trabalho no FESTAL!!!

Pessoal !!!!!!

Só faltam seis dias para encerrar o período de inscrições no Festal!
Vamos garantir que haja muita arte este ano, assim como foi no Festal passado que tivemos 40 inscrições.

Lembramos que somente grupos e/ou artistas residentes/atuantes no estado de Alagoas podem participar desta seleção!

Para participar é preciso preencher o formulário de inscrição.

Lembramos também que é necessário que nos mandem um vídeo da obra, um vídeo simples que nos permita ver como é o seu trabalho, pode ser do celular mesmo. ;)


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Vem se embalar na nossa Rede!


Estamos a 6 dias do encerramento das inscrições do Festal 2018. Falar desse momento é importante pois se trata de uma das possibilidades dos grupos e artistas locais, que ainda não integram a Rede de Artes Cênicas de Alagoas, passarem conhecer mais de perto esse movimento e contribuir para seu desenvolvimento e continuidade. 


O Festal é uma iniciativa dos grupos, coletivos, associações e artistas independentes das artes cênicas atuantes em Alagoas. E a viabilidade dessa ação passa de forma inevitável pelo envolvimento efetivo dos indivíduos que compõem a coletividade. 



Nesse sentido, a mostra de espetáculos não é um fim. É o meio. É o laboratório onde exercitamos a troca de conhecimentos sobre o fazer artístico e as questões de produção, a divisão de tarefas, a partilha de processos criativos e o afeto. E, tudo isso, levando em conta nossas diferenças de visão sobre a arte, as políticas públicas, o público, a crítica... 



Não é fácil, mas acreditamos sinceramente que esse gesto nos atinge, de maneira positiva, não somente na particularidade de cada grupo ou artista, mas se estende ainda para o cenário local como um todo. 



Existem muitas formas de se aproximar do Festal e compor essa rede conosco. Em qualquer tempo, pois estamos o ano inteiro discutindo e refletindo essa construção, para fazer de cada nova edição um espaço sempre mais potente nas suas funções política, artística e social.



Participar da mostra é uma dessas formas de aproximação. Se essa ideia te interessa, se você e seu grupo enxergam no trabalho colaborativo uma força capaz de impactar favoravelmente a realidade da produção cultural de Alagoas, não deixe de se inscrever. Nem de se informar e participar como gestor dessa ação.



Para inscrever seu espetáculo, clique aqui e conheça nosso regulamente e ficha de inscrição. Seja mais um fio a tecer essa rede!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Faltam 9 dias!!!


Alô, alô, amigas e amigos, artistas, públicos e interessados... É o Brasil chegando perto do Hexa e o Festal já já encerrando suas inscrições para edição 2018. Até o momento contamos com mais de uma dezena de inscrições. Estamos felizes, mas queremos mais.

O processo encerra no próximo dia 10 desse mês. Se você é artista de teatro, dança, circo, performance ou contação de histórias e tem algum espetáculo para mostrar, não deixe de se inscrever. 

É super simples. Clique aqui e conheça o regulamento e a nossa ficha de inscrição. Tudo online. E atenção, faltam apenas 9 dias!!!!

E se você conhece algum grupo do interior do estado, não deixe de compartilhar essa mensagem! O Festal é para e de toda Alagoas!!

Contamos com sua participação!!

Evoé!!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

As Comissões do Festal

A organização do Festal é subdividida em comissões, onde a comunidade artística participa voluntariamente de diversas tarefas referentes ao festival; hoje existem três comissões: de comunicação, de programação e de produção, além do grupo gestor que foi formado na busca de firmar o compromisso de continuidade do Festal e decidir os rumos do festival.

Cada comissão possui compromissos específicos na organização do Festal, mas todas elas precisam se alinhar às demandas gerais das outras comissões e estabelecer uma relação imediata com elas.

A comissão de programação deve decidir e organizar o que é viável em sentido de atividades que haverão no Festal, tanto quanto analisar as demandas que a comunidade oferece para serem apresentadas dentro do Festival e encaixar dentro da programação do evento. O Festal desde 2017, através do Edital Algás Social, realiza uma seleção onde os grupos inscritos, passam por uma curadoria e são selecionados para entrar na programação e devem, como contrapartida, além de sua apresentação no festival, participar da organização do evento. Mas não apenas através da seleção é possível participar do Festal, grupos podem se oferecer como voluntários a participar do evento, assim, a comissão de programação deve analisar estas propostas e formar a grade de apresentações do festival, tendo em vista as múltiplas propostas artísticas, incluindo distintas escolhas estéticas e grupos identitários. Tornando o Festal um evento que torna possível uma multiplicidade de representações artísticas e sociopolíticas.

Na comissão de comunicação cuida-se da divulgação e da fala pública do Festal, esta comissão é responsável em dialogar com quem vai ver o espetáculo, da criação de conteúdo nas mídias, seja na forma artística ou na divulgação publicitária. A equipe de comunicação se divide em diferentes tarefas desde muito antes do festival começar para dar visibilidade à necessidade do evento e para que as pessoas possam saber de sua existência. Vídeos, fotografias, textos, entrevistas, várias são as formas de possibilidade de enredamento dos meios de difusão do Festal, intentamos em fazer uma comunicação que lide tanto com a necessidade de informar as particularidades do festival, como de fazer um exercício crítico a respeito das necessidades que ele pretende atender e do que ainda é preciso se obter no movimento de cultura do Estado. Desta forma procuramos nos engajar a somar mesmo com quem está de fora da organização, nossas preocupações e necessidades, para além da rede, capilarizando nosso poder de difusão.

A comissão de produção é responsável em dar viabilidade a todas as ações do Festal, ela quem contabiliza, repassa e busca os recursos necessários para toda logística do evento; buscando apoiadores, patrocinadores e parcerias, assim como coordenando todas as pautas, contatando espaços de apresentação, organizando as necessidades para cada dia, desde os custos necessários para o deslocamento de todas as atividades, ao tempo certo em que cada ação deve ser realizada e a distribuição das funções e do pessoal para acompanhamento das atividades. A comissão de produção alinha as outras comissões na prática do que deve ser feito e busca resolver e acomodar as demandas que surgem no caminho dando bases para que o Festal aconteça.


Assim, nos dividindo a cada ano por funções específicas aprendemos e fazemos a cara do Festal, se alguém tiver interesse em participar desse movimento, vem com a gente, estamos sempre querendo mais pessoas para ajudar nossa rede.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Grupo Gestor e a construção do Festal

Quando alguns poucos grupos se reuniram naquela sexta, 12 de agosto de 2016, a convite da Cia da Meia Noite, para se discutir a construção coletiva de um festival de teatro, certamente nem a anfitriã do encontro imaginava os rumos que o Festal tomaria até chegar aqui, ainda que as expectativas e as projeções fossem bastante positivas.

De lá para cá, a cada novo ano os grupos e artistas envolvidos nessa empreitada tem se dedicado a uma série de discussões e reflexões em favor da continuidade desse movimento e da formalização de uma rede de artes cênicas. Nesse processo, nascem sempre novas ideias e estratégias para superar dificuldades e evitar a repetição de equívocos. Nesse sentido, a decisão sobre o modo de organização das edições do Festal é um aspecto de suma importância.

A ideia em 2016 era a de promover um rodízio entre os grupos para que a cada ano, uma cia diferente assumisse o papel de organizadora do festival, recebendo todo o suporte possível dos demais grupos. Esse modelo foi experimentado em 2016 e em 2017, porém em 2018, compreendemos que, para promover efetivamente o sentimento de pertencimento sobre o Festal por parte dos grupos envolvidos, a decisão mais adequada seria reforçar a representatividade de cada um desses nessa construção.

E assim, nasceu o Grupo Gestor, composto atualmente por 13 grupos e uma artista independente*. É essa formação que hoje responde pela organização do festival e da Rede de Artes Cênicas de Alagoas.

Numa breve avaliação realizada pelo próprio Grupo sobre seu papel e os desafios a serem enfrentados, compreende-se o sentido ainda embrionário dessa formação, porém se reconhece o consenso de que ele é responsável pela criação da identidade Festal, da "personalidade" que queremos dar a esse movimento.

O sentimento é de confiança nessa formação e de boas expectativas no que diz respeito ao seu futuro. Sabe-se das adversidades, mas também já ficou claro que juntos temos melhores condições de operar uma transformação efetiva no cenário cultural local, enfrentando do modo mais eficiente questões como a ausência de políticas públicas ou mesmo a instabilidade no processo de manutenção e sobrevivência dos grupos, entre outras problemáticas. Um dos principais desafios nesse momento é agregar grupos de outros municípios do Estado, compor uma gestão mais plural no que concerne à representação de grupos de todas as linguagens cênicas e não restrita aos residentes da capital alagoana.

O trabalho está no começo, contudo não podemos ignorar os passos já dados. 2016 e 2017 foram muito importantes para chegarmos a essa formação de hoje e entendermos a relevância de preservarmos a determinação e a união em torno desse novo contexto que tem se desenhado com esse movimento.


Obs.: Vale lembrar que as inscrições para o Festal 2018 continuam abertas até dia 10/07. Clique aqui para acessar o regulamento e a ficha de inscrição. Participe!!


* O Grupo Gestor é composto pelos seguintes integrantes: Julien Costa (Cia da Meia Noite), Jessé Batista (Código 8), Waneska Pimentel (Joana Gajuru), Thiago Sampaio (Cia do Chapéu), Abides de Oliveira (Cia LaCasa), Nathaly (Clowns de Quinta), Jadir Pereira (Teatro da Poesia), Alexandrea Constantino (Ozinformais), Elizandra Lucca (Núcleo Presente), Reginaldo Oliveira (Cia dos Pés), Saulo Porfírio (Cia Vers'Artes), Bruno Alves e Rayane Wise (Coletivo Volante) e Bárbara Lustosa.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Fio da Memória

Na edição do Festal desse ano, além da mostra de espetáculos, nós também vamos realizar uma exposição intitulada "Fio da Memória". A ideia é reunir pequenas narrativas sobre as artes cênicas produzidas em Alagoas. E o público será peça chave para a construção dessa exposição.

Nos ajude a contar essa história. Como? É simples!

Grave um vídeo, com seu celular ou smarthfone mesmo, dando um relato de alguma experiência sua em relação a algum espetáculo ou grupo ou qualquer outra informação que você conheça sobre o teatro, a dança, o circo ou a performance produzidas pelos artistas locais. Em seguida, publique o vídeo em alguma rede social dessa natureza e envie o link para o e-mail festivaldeteatrodealagoas@gmail.com informando seu nome completo e idade. As histórias mais marcantes serão exibidas na exposição (claro, com a sua devida autorização). Não esqueça de dar um título ao seu relato.

Eu mesmo já fiz meu vídeo. Um dos meus fios da memória está ligado a uma peça divertidíssima de uns amigos muito queridos, chamada "Toda Garça Tem Um Drama Que É Uma Graça", da Cia Brasilarte.



Para te ajudar a contar a sua história, seguem algumas perguntas que podem servir como ponto de partida:

Você conhece algum grupo ou artista cênico local? Qual sua lembrança mais remota de algum espetáculo cênico (teatro, dança, circo ou performance) que você tenha assistido ou ouvido falar? Onde você assistiu? Como era esse espetáculo? Do que tratava? O que acontecia nesse espetáculo? Como foi essa experiência para você? Por que essa experiência marcou sua memória?

Já estamos ansiosos para ouvir sua história, porque ela dá sentido à nossa!!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Continuando o Festal


A importância do Festival de Artes Cênicas de Alagoas para toda a classe de artistas é evidente, porém é preciso esclarecer alguns outros méritos a este Festival que parecem não estar à vista; o primeiro é também relativo à importância desta classe dentro da organização social do estado, de que serve o artista? De fato algumas pessoas dirão que o artista não serve para nada, outras dirão que serve para muito; esta discordância em relação a serventia do artista, atualmente é provocada pela própria lógica da vida de hoje.

Reparemos em nossas duplas vidas; pois é assim que se organizam as vidas de quem faz arte no estado de Alagoas, se não duplas, múltiplas; vidas de artista, mas também outras vidas: de professores e professoras, advogados e advogadas, mercadores e mercadoras, oficiais, médicas e médicos, engenheiras e engenheiros, faxineiros e faxineiras, eletricistas, recepcionistas, esportistas, torcedoras e torcedores, mães e pais, filhas e filhos, amantes, e tantas outras vidas. Em todas elas percebemos uma angustia uma vontade de fazer diferença e trabalhar por nós todos e todas. Como fazer isso? Como unificar tantas vidas em um propósito comum?

Transformação, resistência, identificação e revolução, talvez estas palavras atendam nossos anseios, o problema é como tirá-las do papel, como fazê-las chegar a nós, às coisas? Por este motivo, à pele nos vem logo as dores causadas pela inércia, destruição, alienação e acomodação causadas pela corrupção e desinteresse que ronda nossas vidas. Com efeito, reclamamos, pedimos a mudança, nomeamos os culpados, e o que mais fazemos?

Primeira Reunião de Organização do Festal 2018

Primeiro dia do Festal 2016
Fizemos o Festal! De fato, eis algo que não se pode negar é uma ação transformadora, de resistência, identidade e revolução, feita pelos artistas para todas as classes. O Festal, desde 2016, foi capaz de abrir as portas da organização para toda sua classe de artistas, iniciando uma rede colaborativa que perdura até hoje, discutindo e produzindo os caminhos para que esta ação continue mais abrangente e pungente. Está no Festal, quem faz o Festal, quem quer fazer o Festal.

Oficina de Dança Afro-contemporânea, ministrada por Jailton de Oliveira no Festal 2017
Espetáculo Uma Tarde de Risos e Mágica, com Jesús Rojo no Festal 2017
Em 2017, o Festal, através do empenho da rede já formada na edição anterior e do Edital Algás Social, além dos espaços tradicionais de apresentação, foi para as escolas estaduais e municipais da capital, com espetáculos e oficinas de arte, distribuindo por diferentes espaços arte, cultura e formação para estudantes e professores, oportunizando assim o diálogo entre diferentes atores, desde os jovens estudantes à professore, gestores e os próprios artistas da cidade. A diversidade de performances derivadas de distintas referências serviu para multiplicar os olhares dos jovens pelas escolas públicas da capital. Notava-se desde os olhos maravilhados de crianças em um show de mágica, aos protestos de jovens em sua comunidade, derivados da performance no local. Espetáculos que mostravam a cultura africana ou o imaginário popular do nordeste; que discutiam questões como depressão ou identidade; que maravilhavam ou que criticava. Estes fatores respondem um pouco da pergunta do início deste texto. Essa força que o Festal proporciona é “útil” para todos nós

Finalização do GT O sentido de continuidade do FESTAL, Festal 2017
O Festal foi plantado à meia-noite e sua semente foi regada com o suor do dia. À Meia-noite começou o Festal, e de sua árvore os frutos desfrutamos, enchemos os chapéus com sementes e passamos adiante, para que outros tomem o volante e sigam semeando esta festa. Plantemos uma floresta com elas, façamos o Festal!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Cenário Plural

Montar a programação de uma mostra de espetáculos que preze pela diversidade nos seus mais variados aspectos (linguagem, gênero, espacialidade, classificação etária e regionalidade) não é tarefa fácil. Mas nós do Festal não podemos nos isentar desse desafio. Afinal, é o sentido de coletividade e cooperação que tem nos conduzido nos últimos três anos. Aliás, as diferenças interessam particularmente para compreendermos a dimensão do que se faz em Alagoas, em termos de produção de artes cênicas, e ainda porque compreendemos as diferenças não como restrição para as trocas, mas antes como uma espécie de mola propulsora para a abertura de novas conquistas da própria classe artística.

Desde 2016, quando o Festal assumiu esse caráter de uma construção colaborativa, exercitamos o olhar sobre a grade de espetáculos, no sentido de contemplar de maneira mais democrática possível as distintas criações cênicas em ativa no momento. De início, isso se deu de forma mais instintiva do que programática. Especialmente no caso de 2016 quando o movimento ainda dava seus primeiros passos e a premissa era, antes de mais nada, juntar o máximo de grupos em torno da ideia do festival e da organização de uma futura rede de artes cênicas. Ou seja, o grupos envolvidos já eram distintos em vários aspectos e isso se refletia também nas produções que compuseram a mostra daquele ano.

O teatro de rua marcou presença em 2016, entre outros, com o espetáculo "O Mamulengo do Ambrósio", do Coletivo Heteação. Foto: Xanda Souza.
O teatro adulto de palco teve representação por meio da Cia Teatro da Poesia, com o espetáculo "A Memória da Flor". Foto: Xanda Souza.
Também tivemos teatro para infância e juventude, com o espetáculo "Fadinha, a magia está na varinha", da Cia Hiperativa. Foto: Nyrium.
O interior também esteve presente em 2016 com o espetáculo de rua "Um Farso Dom Quixote de la Taquarana", da Cia Insanos Camboio de Doidos, de Taquarana. Foto: Nyrium.

Com a aprovação do Prêmio Algás Social para a realização da edição de 2017, diante de uma proposta previamente elaborada que estipulava um número específico de espetáculos, a questão da diversidade solicitou um pensamento mais estratégico e consciente. Para nossa tranquilidade, o número de propostas inscritas superou as expectativas e comprovava nossa suspeita de que Alagoas é bastante rica quando se trata de criação cênica.

Para esse ano, mais uma vez contemplados com o Algás Social, continuamos atentos a essa questão e trabalharemos de maneira que a programação revele a pluralidade do cenário local. Obviamente, que esse processo é marcado por alguns determinantes. Nós não temos controle das propostas que serão inscritas. E o próprio interesse em oferecer multiplicidade se configura uma restrição no processo seletivo. Além de questões de logística e técnicas.


A cidade de Penedo foi representada em 2017 com o espetáculo infanto-juvenil "Remendó", da Cia Flor do Sertão. Foto: Xanda Souza
Em 2017, a dança contemporânea esteve presente com o espetáculo "Dança Anfíbia", da Cia dos Pés. Foto: Nyrium.
Contamos ainda com o espetáculo de dança afro "Afojubá - Presença", da Cia de Dança Afojubá. Foto: Nivaldo Vasconcelos
Com "Desenho do Desejo", dos Saudáveis Subversivos, contemplamos o campo da performance.

Voltar a atenção para a organização de uma mostra que apresente diversidade é também uma maneira de percebermos a quantas andam as diferentes linguagens. Sabemos que cada expressão artística possui necessidades específicas, seja do ponto de vista da produção, da natureza estética, da relação com o público ou do modo como o segmento se organiza em relação aos poderes público e privado. Em alguma medida, as propostas inscritas sinalizam em que pé estão a dança, o teatro, o circo e a performance em Alagoas. E essa informação pode funcionar como uma chave para as edições futuras do Festal. Estamos atentos!!

Se você que está lendo essa postagem é artista cênico, atuante em Alagoas, não deixe de participar. Inscreva sua proposta. Para detalhes sobre o edital e a ficha de inscrição, basta clicar aqui. Venha construir essa história com a gente!!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Festal virou notícia!!!

Olá pessoal,

Como alguns de vocês já viram na postagem anterior, no dia 01 desse mês de junho, o Festal lançou o edital de seleção para compor a programação desse ano. O período de inscrição se estende até o dia 10 de julho. E como desejamos que o maior número possível de grupos e artistas de todo o estado se inscrevam, é importante buscar espaço nos mais diversos meios de comunicação. E para nossa alegria, esse processo tem se desenrolado de forma bem intensa. Estivemos presentes em diferentes programas de rádio, tv, além de ganhar matéria imprensa e também virtual.

Essa postagem é uma forma de agradecimento a todos os profissionais da comunicação que reconhecem no Festal uma pauta relevante para o seu público e para sociedade de maneira geral. E, dessa forma, tem nos recebido com toda atenção e interesse para falarmos desse movimento que já entra em sua 4ª edição e que tem se revelado um diferencial em meio à produção cultural alagoana, tanto do ponto de vista político quanto artístico. Nosso muito obrigado a todos jornalistas, repórteres e redatores com quem conversamos e compartilhamos a ideia do Festal.

Abaixo alguns registros da correria que foi as últimas semana para fazer o Festal chegar aos quatro quantos do estado.

O site Alagoas Boreal foi um dos primeiros espaços a noticiar as inscrições. Veja aqui a matéria.

O pessoal da Gazetaweb recebeu o Bruno Alves do Coletivo Votante.

A rádio Difusora também nos chamou para falar do Festal.

O radialista Saulo Leite da rádio Pajuçara entrevistou Thiago Sampaio, da Cia do Chapéu

O Festal esteve na coluna Top News, da Tribuna Independente (07/06)

Ainda na Tribuna Independente, o Festal também esteve no Caderno de Cultura.


Na Gazeta de Alagoas, a coluna Leo Palmeira também deu espaço ao Festal (07/06)



E se você atua na área das artes cênicas (teatro, dança, circo, contação de histórias e performance), reside em Alagoas e quer participar dessa festa, não deixe de se inscrever. Nesse link aqui, você encontrará o edital e a ficha de inscrição. Esperamos por você!!


FESTAL 2018: UM MOVIMENTO QUE VAI FICAR NA MEMÓRIA!!!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

INSCRIÇÕES ABERTAS para o Festival de Artes Cênicas de Alagoas - FESTAL 2018



O FESTAL, em sua 4ª edição, é uma iniciativa da REDE DE ARTES CÊNICAS DE ALAGOAS (REDE), composta por grupos e artistas locais. Esta edição foi contemplada com o Prêmio Algás Social 2017-2018.
O presente edital tem como objetivo selecionar 15 espetáculos de teatro, dança, circo, contação de histórias e performance  de grupos residentes no estado de Alagoas.
As inscrições vão de 01 de junho de 2018 até o dia 10 de julho de 2018.
O resultado dessa seleção está marcado para o dia 23 de julho.
Esse ano o FESTAL acontece no período de 10 a 24 de outubro em Maceió - AL.
Veja as imagens com as perguntas do formulário antes de preencher.
Baixe o Modelo de Anexo I e II com as declarações.
Faça parte dessa rede! Inscreva seu espetáculo!

Qualquer dúvida, dificuldade ou informação entre em contato conosco pelo e-mail:
festivaldeteatrodealagoas@gmail.com









Acesse os anexos clicando:








Veja as perguntas que são necessárias para realizar sua inscrição:



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Contamos com você!
Se inscreva!