segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Entrevista

Foto: Camila Portela
Anderson Vieira é ator, diretor e coordenador do Grupo Claricena. Nascido em Garanhuns/PE, estudou Teatro na UFAL e atualmente, reside em São Paulo.
 
FESTAL: Há quanto tempo o grupo?
ANDERSON:
4 anos, aproximadamente.
 
F: Como é que vocês definem o grupo? O que é conceitualmente, artisticamente?
A:
Nos definimos como um coletivo de  investigadores que compartilham dos  mesmos anseios, buscando através do teatro dar voz,  movimento e ressignificado aos corpos enfadados da vida cotidiana e das convenções sociais.
 
 

F: E como é que é o processo criativo de vocês?
A:
Buscamos, no início do grupo, inspirações em textos de Clarice Lispector. Neste momento, nos colocamos em um outro rumo, questionando o que seria a inspiração perante os nossos atos artísticos. Cada obra nossa traz como movimento central: o mergulho na inspiração de determinados temas e em seguida, a construção da materialidade desses mergulhos. Por último, esclarecemos nossa materialidade com diálogos e investigações mais racionais, mas estas vias da razão sempre estão em último plano.
 
F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
A:
O Espetáculo traz trabalhadores que se revelam nas suas mais secretas funções, em meio a um emaranhado de discursos sobre o instrumento de trabalho deles, algo começa a não funcionar bem e a produção da Granja começa a afetar o estado de presença de cada um dos trabalhadores os colocando em um outro mundo (epifania).  Mesmo assim, persistem no rigor do trabalho e não param de produzir. Afetados por surpresas amorosas e discussões sobre a real existência e função do ovo e da
galinha todos se tornam Agentes Secretos. Chamados por códigos, passam a transmitir a real função da Granja que agora se torna Dos Corações Amargurados após a compreensão do sublime sentido do trabalho naquela indústria, cujo qual não pode ser revelado, caso contrário os mesmos serão cosmicamente mortos. Descubra o real sentido dos Agentes Secretos disfarçados e distribuídos pelas funções mais reveladoras na Granja dos Corações Amargurados.
 
F: Para você, qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
A:
Ele é fundamental para a articulação e movimentação da classe artística. É um primeiro passo para a formação do público alagoano.
 
F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017?
A:
Realizar uma grande troca de experiência com todos os grupos e público. Bem como se firmar mais e abrir espaços para as apresentações artísticas na cidade e até mesmo no estado.

sábado, 7 de outubro de 2017

Programação paralela - Oficinas

A nossa programação paralela chega ao fim no próximo sábado, 14/10 om a oficina "Brincando de Cena" dedicada ao público infantil. Não perca a oportunidade e faça sua inscrição!




Sobre a oficina:
Oficina de teatro para o público infantil que pretende estimular a criatividade e o desenvolvimento da expressividade da criança através de jogos e brincadeiras de grupo, se utilizando da própria atividade técnica das brincadeiras infantis como ponto de partida para a expressividade cênica, por exemplo, pela contação de histórias, a cantiga de roda, as canções infantis e os jogos de grupo.


Sobre Gustavo Félix:
Gustavo Félix é membro da Associação Artística Cia. do Chapéu desde 2012, entre os anos de 2007 e 2011, cursou Licenciatura em Teatro na Universidade Federal de Alagoas e atualmente cursa Letras desde 2011, também na UFAL; vem investigando a literatura, o texto e a dramaturgia desde sua primeira graduação.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Entrevista

Saulo Porfírio, formado na Escola Técnica de Artes – ETA e estudante de Licenciatura em Teatro da UFAL. É ator na Cia Os Vers'artes e, além de atuar, está na direção do espetáculo teatral “Do Barro ao Sangue” que compõe a programação da 3ª edição do FESTAL. Conheça o grupo, sua trajetória, seu processo criativo e suas expectativas para o #FESTAL2017.
 
FESTAL: Há quanto tempo existe a Cia?
SAULO:
A Cia Os Vers'Artes existe há 4 anos. Logo após a formação na Escola Técnica de Artes-ETA. Contudo, seu trabalho tem estreia em 2016 com a peça intitulada “Do Barro ao Sangue”. O período de 3 anos foi um tempo para pesquisa, entrosamento, ajustes e firmeza na equipe. Muitos estavam na Cia, mas infelizmente pela dificuldade que temos de manter-se artista no estado, fez com que a grande maioria escolhesse deixar a Arte para um futuro mais estável.
 
F: Como é que vocês definem a CIA? O que é conceitualmente, artisticamente?
S:
É uma CIA que está encontrando, buscando seu espaço e sua forma de atuar no cenário artístico alagoano. Buscamos inovar e repensar o fazer teatral. Iniciamos nossa carreira com a busca da novidade. O texto da Rachel de Queiroz nos proporcionou isso ao permitir trabalhar com argila, dentro de uma linha de pesquisa, pois sabemos que essa é uma das matérias primas para artesanatos, com os Oleiros, casas de barros e se encontra na história do nosso coco-de-roda (dança). Na cultura do Nordeste.
 
F: E como é que é o processo criativo de vocês?
S:
  Foi com muito estudo no texto da Rachel de Queiroz, do fato histórico da sedição do juazeiro, oficina de preparação corporal. Com muita exaustão. Somos e queremos ser! Um grupo que sempre investiga e estuda para depois ir para cena.
 
F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
S:
“Do Barro ao Sangue”, baseado em “A Beata Maria do Egito”, obra de Rachel de Queiroz, resgata elementos regionalistas e históricos, misturando emoção e divertimento. Conta, ainda, com músicas originais, de composição do músico Regis Curió, a cargo da sonoplastia. O espetáculo inicia com uma procissão como cortejo e apesar de se desenvolver numa delegacia, se mostra dinâmica do início ao fim, com direito a uma reviravolta. A história da Beata Maria do Egito questiona o espaço do bem e do mal nas relações humanas, retomando a máxima maquiavélica de que o “fim justifica os meios”. Dessa forma, além do aspecto do entretenimento, a encenação pretendida tem valor histórico, cultural e crítico. A adaptação cuja proposta é submetida traz os atores cobertos com barro, como elemento signo de pureza, religiosidade, da criação do homem, sendo comum em todo o nordeste e principalmente em nosso estado de Alagoas como matéria prima para criação de artesanato e casas de Pau-a-pique.

F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
S:
Visibilizar os grupos e artistas alagoanos fazendo-os conhecidos entre os de casa.
 
F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017?
S:
De crescimento e diálogo com os grupos. Para assim, criarmos uma rede para apanharmos peixes grandes e conquistarmos um grande rebanho de pessoas para apreciar o Fazer Teatral, os grupos e artista da casa, “Da Terra”.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Programação nas escolas - espetáculos

06/10
Bem Me Quer
Associação Teatral Joana Gajuru

Luzia Menezes, Sandra Neves, Alex Walker e Jorge Adriani

Sinopse:
Um espetáculo concebido a partir de alguns fatos observados pelo autor Reginaldo Meneses ao longo do tempo. Composto por quatro personagens que carregam em si a dor do abandono, a difícil experiência de viver na rua e a capacidade de sorrir e sobreviver, diante de tantos desafios. Mesclado com canções populares que lembram a alegria das ruas em tempos festivos, Bem Me Quer acende uma luz, para que possamos ver além dos nossos limites, vidas que passam por nós e não enxergamos.

Ficha técnica:
Diretor: Reginaldo Meneses
Autor: Reginaldo Meneses
Elenco: Luzia Menezes, Sandra Neves, Alex Walker e Jorge Adriani
Figurino: grupo
Adereço: grupo
Trilha sonora: Reginaldo Meneses
Orientação musical: Gama Junior
Apoio: Waneska Pimentel e Ticiane Simões

Duração:
1 hora

O grupo:
A Associação Teatral Joana Gajuru foi fundada em 29/01/1995 e é um grupo pioneiro em teatro de rua em alagoas. Tem em seu currículos os espetáculos:
* Uma Canção de Guerreiro no Chumbrego da Orgia (rua) - 1995/1996
* O Auto da Lapinha Mágica (rua) - 1996
* A Farinhada (palco) - 1997
* Olé, Olé, Gajuru o Guerreiro é Você (rua) - 1999
* A Estória da Moça Preguiçosa (palco/infantil) - 2000
* Severino Gajuru (palco) - 2001
* Fome Come (rua) - 2003
* Baldroca (rua) - 2004
* A Farsa do Casamento Coisado (rua) - 2006
* Versos de um Lambe-sola (palco) - 2007
* A Farinhada (palco) - 2013
* Fritzmac (rua) - 2013
* Bem Me Quer (rua) – 2017
Participou de festivais em várias partes do Brasil.

Curiosidade:
Seu nome é uma homenagem à primeira mestra de Guerreiro, Folguedo de Alagoas, Maria Joana da Conceição, a Joana Gajuru.

Serviço:
O espetáculo Bem Me Quer se apresenta nesta sexta-feira, 06 de outubro, na Escola Estadual Geraldo Melo, no Bairro do Graciliano Ramos, às 19h30, para estudantes do EJA.

Ainda sobre a abertura do FESTAL 2017

Veja mais sobre o que rolou na abertura da 3ª edição do nosso festival.


O registro fotográfico completo, você encontra na nossa FanPage.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Programação na escolas - oficinas

Dias 05, 06 e 09/10

Escola Estadual Romeu de Avelar- Tabuleiro
08h às 12h
Público-alvo: estudantes do 6º ano do Ens. Fundamental 2 ao 3º ano de Ens. Médio

Mamulengo vai brincar! – com Alex Apolonio

Sobre Alex:
Ator, bonequeiro e dramaturgo, o artista pernambucano Alex Apolonio iniciou sua trajetória em 2011 na cidade de Garanhuns-PE (através do curso de iniciação: Vem Ver Teatro). Entre os anos de 2012 à 2016 esteve vinculado a Universidade Federal de Alagoas-UFAL, onde licenciou-se em Artes Cênicas: Teatro. Sua trajetória acadêmica foi marcada pela pesquisa prático teórica entorno do teatro de animação com o projeto Teatro de Bonecos uma Vivência Armorial e da encenação em espaços alternativos com o projeto Itinerário Novos Ciclos, dos quais foi idealizador e coordenador. Para além do âmbito acadêmico, é membro da Cia. Armorial Teatro de Bonecos, onde gere processos cênicos que vão desde a criação artística até produção executiva dos projetos da Cia. Em 2016, recebeu o prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia na categoria teatro de formas animadas com o texto Severino Brincante.
 
Sobre a oficina:
Comumente para a criança o boneco possui a função de brinquedo, enquanto que para o/a educador(a) este é uma ferramenta pedagógica. A proposta é integrar essas duas perspectivas através de jogos teatrais, exercícios corporais básicos para manipulação de bonecos de luva e muito improviso. Deste modo almeja-se que professores e alunos possam levar desta oficina o gosto pela prática do teatro de bonecos e incorpora-la ao longo do ano letivo em suas atividades didáticas e lúdicas, compreendo a importância de se aprender brincando. Neste sentido espera-se que esta vivência seja um elemento provocador para que o “apreender brincando” possa estender para além do espaço/tempo da oficina, para além da sala de aula, para a vida.

Escola Estadual Geraldo Melo – Graciliano Ramos
13h às 17h
Público-alvo: estudantes do 3º ano do Ens. Fundamental 1

Jogos Teatrais: iniciação teatral – com Julien Costa

 Sobre Julien:

Agente Cultural da Secretaria de Educação do Estado de Alagoas durante 08 anos; Facilitador, instrutor e oficineiro de teatro em diversos projetos sociais de ONGs de Alagoas e de alguns Estados do Nordeste. Ator, Diretor e um dos Fundadores da Cia Teatro da MEIA-NOITE. Participou dos grupos e Cias de Alagoas: Cena Livre, Infinito Enquanto Truque E Trajes comédia e CIA. Esse ano completando 25 anos de atuação na cena Alagoana.

Sobre a oficina:
Busca, entre outras coisas: 1) despertar e fomentar a arte cênica como um todo (preparação do ator; elementos técnicos do teatro e seus bastidores etc.); 2) proporcionar a desinibição; 3) aumentar a capacidade de concentração; 4) desenvolver a percepção individual e em grupo e 5) resgatar a autoestima. Além disso, é um excelente recurso didático para atividades em sala de aula.

Programação nas escolas - espetáculos

05/10
Uma Tarde de Risos e Magia
Jesús Rojo
 

Jesús Rojo

Sinopse:
Jesús Rojo é um artista que abrange diferentes estilos de circo e teatro no seu show, combinando mágica, malabarismo, palhaçada, mímica, humor... Com uma rica sonoplastia, o Show de Mágica é realizado com lenços, cartões, cordas, aros... contando com ajudantes do público.
Malabarismos com bolas, scketchs de mímica e comédia desenvolvido com música e sons, brincando com a criatividade e a imaginação do público. Coisas invisíveis que se tornam visíveis, muitas surpresas e risadas.  Alegria, diversão e criatividade em um show de mágica e circo abordada com humor para toda família (crianças, pais, avós...).
 
Duração:
1 hora
 
O Artista:
Jesús Rojo é um artista que abrange diferentes estilos de circo e teatro no seu show, combinando mágica, malabarismo, palhaçada, mímica, humor. Ele atua, dirige e é autor dos seus shows. Já se apresentou em países como Chile, Argentina, Nova Zelândia, Inglaterra e Estados Unidos
 
Curiosidade:
Jesus Rojo nasceu na Espanha, mas atualmente mora em Maceió.

Serviço:
O espetáculo circense Uma Tarde de Risos e Mágica se apresenta nesta quinta-feira, 05 de outubro, na Escola Estadual Professora Ana Coelho Palmeira, no Bairro de Jacarecica, às 15h, para crianças do 4º ano 9º ano.

Programação nas Escolas - espetáculos

05/10
Sagração ao Tempo
Coletivo Hetéaçã

 
Alex Apolônio
Foto: Pam Guimarães

Sinopse:
Era o balançar do menino, que dançava junto aos galhos, junto ao vento, que nada sabia sobre as horas. O seu tempo era medido em quantas árvores escaladas, rios nadados, bichos afagados, vivia solto em seu mundo hermético povoado de seres nunca antes vistos, até que... Veio um homem! Maior e acima de todos, lhe apresentou a palavra relógio e junto com ela vieram muitas outras...

Ficha técnica:
Direção e preparação de ator: Gessyca Geyza.
Ator: Alex Apolonio.
Dramaturgia: Alex Apolonio.
Concepção estética (maquiagem, figurino e adereços): Gessyca Geyza.
Fotografia e registro audiovisual: Pam Guimarães

Duração:
De 25 a 40 minutos

O Coletivo:
Coletivo Hetéaçã, formado por artistas pernambucanos, iniciou sua trajetória no ano de 2013. Sua criação foi motivada pelo desejo em desenvolver uma prática coletiva que possibilitasse a experimentação de manifestações cênicas na rua e em espaços alternativos dialogando com diversas linguagens. Em seu primeiro ano, estreia com a intervenção urbana intitulada “Eu, estranho” apresentada no centro da cidade de Maceió/AL. No mesmo período, cria a performance “O que te sufoca”.
Em 2014, monta “Mamulengo do Ambrósio”, espetáculo de teatro mamulengo baseado nas brincadeiras tradicionais populares e a literatura de cordel. Atualmente, o coletivo desenvolve os projetos de montagem cênica “Entre rio e mar, Há lagoanas” e “Em - Cantos Africanos”, ambos aprovados pelo Prêmio Eris Maximiniano 2015.
Integram o Coletivo os atores Felipe Espíndola, Gessyca Geyza e Joesile Cordeiro, os quais desenvolvem suas pesquisas em Performatividade e dramaturgia; Treinamento energético, Máscara Teatral e Teatro de Lambe-Lambe, respectivamente.

Curiosidade:
HETÉAÇÃ – É um neologismo criado a partir de duas palavras presentes em dialetos de povos das florestas brasileiras. Heté – corpo e Açã – gritar. Para nós, ressignificado em "Corpo que grita".

Serviço:
O espetáculo teatral Sagração ao Tempo se apresenta nesta quinta-feira, 05 de outubro, na Escola Estadual Raul de Lima, no Bairro de Ipioca, às 15h, para crianças do 6º ano 8º ano.

Entrevista

Edson Santos, Joelma Ferreira e Reginaldo Oliveira

A Companhia dos Pés foi criada em 2000 em Maceió. Tem como principal interesse o desenvolvimento de processos investigativos para a produção de conhecimento em dança, sobretudo na forma de espetáculos. As principais referências para o desenvolvimento de seus processos são o Sistema Laban, Educação Somática, Tai Chi e Danças Tradicionais e Populares do Brasil.
 
Conheça um pouco do grupo, sue processo criativo e as expectativas para a 3ª edição do nosso festival!




FESTAL: Há quanto tempo existe a Cia?
Cia dos Pés:
A Companhia dos Pés existe há 17 anos, ela foi criada em 2000.
 
F: Como é que você define a Cia? O que é conceitualmente, artisticamente?
Cia dos Pés:
  Desenvolvemos nossos processos de pesquisas visando à criação em dança como uma forma de ser, existir, interferir e se comunicar no mundo, isso é o que define conceitualmente a cia, é pensar a dança enquanto produção de conhecimento.
 
F: E como é que é o seu processo criativo?
Cia dos Pés:
Os nossos processos criativos são sempre autorais e distintos, diferem a cada obra, pois cada espetáculo apresenta especificidades nos campos técnicos e estéticos que solicitam parâmetros, procedimentos e dispositivos singulares a cada pesquisa. Porém, todos os processos criativos da Cia dos Pés estão imbricados na relação entre dança, ambiente e cultura. No campo técnico, vivenciamos e relacionamos o trabalho com a Educação Somática, Sistema Laban, Tai Chi e Danças Tradicionais Brasileiras.
 
F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
Cia dos Pés:
Em Dança Anfíbia tomamos como ponto de partida a metáfora lançada por Gilberto Freire de ser “a gente alagoana uma gente anfíbia”. Pensamos num ser anfíbio como aquele que, mais que sobreviver em um ambiente, cria condições de criação e se faz nesse ambiente, se reinventando em meio a processos adaptativos. Dança Anfíbia propõe um mergulho nas possibilidades evolutivas que a vontade de criar é capaz de gerar, entendendo o processo de criação em dança como um processo adaptativo. Neste processo, lançar-se nos riscos das descobertas, dos devires e das relações, admitindo as ambiguidades, ambivalências e contradições humanas como potencias de inventividade.
 
F: Fala para gente sobre sua oficina.
Cia dos Pés:
A nossa oficina será sobre o processo de criação do espetáculo Dança anfíbia. Iremos apresentar, vivenciar e discutir alguns parâmetros e procedimentos basilares que agenciaram o processo criativo do espetáculo.
 
F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
Cia dos Pés:
Observamos e percebemos a importância do Festal no campo econômico da cidade, na construção de um movimento independente, mas, também na divulgação e difusão das Artes Cênicas. A importância desse festival é basilar na construção de um ambiente artístico, afetivo e crítico. Um grande momento para as Artes Cênicas em Alagoas.
 
F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017
Cia dos Pés:
As expectativas são as melhores. Estamos muito felizes com nossa participação no FESTAL. Esperamos estar contribuindo para o Festal e para a dança produzida em nosso estado a partir das percepções, das sensações, dos pensamentos e dos estados corporais que provocamos com nosso espetáculo, Dança anfíbia.
 
Dança Anfíbia compõe a programação do #FESTAL2017 se apresentando dia 23/Out, às 19h, no Teatro SESC Jofre Soares. Entrada Franca

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Divulga FESTAL!!!

Joelle Malta em entrevista na TV Educativa, no programa Pauta Especial, com o jornalista Miguel Torres, divulgando o nosso Festival.

Entrevista sobre o Festival de Teatro de Alagoas

Jornalista Miguel Torres e Joelle Malta (comissão de comunicação - FESTAL)


NOTA!


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Programação - Grupo de Trabalho

Hoje, tivemos o nosso primeiro grupo de trabalho.
 
GT - Produção cênica em Alagoas: os percalços entre criação e apresentação,  mediado por Fabrício Barros (SESC Alagoas). Local: Musicoteca do SESC Centro.

Registro fotográfico de Nivaldo Vasconcelos:

Fabrício Barros


 
Finalização do trabalho


O registro completo, você encontra na nossa FanPage.

Reportagem

Festival em cartaz em Maceió apresenta 19 peças teatrais e inclui espetáculos de dança e circo

Programação do evento que se iniciou nesse domingo (1º.) conta, ainda, com oficinas, exposição de fotografias de edições passadas, contação de histórias e performances; até o dia 28


Da Redação do Alagoas Boreal

A terceira edição do Festival de Teatro de Alagoas (o Festal), que começou nesse domingo (1º), apresenta uma série de espetáculos teatrais, além de oficinas, algumas já realizadas no decorrer do mês de setembro. A programação conta com 19 peças, algumas delas agendadas para serem encenadas em escolas públicas da capital. Outras modalidades artísticas foram incluídas na edição deste ano, entre as quais, o circo e a dança. O Festal segue até o dia 28.
 
A atriz Mary Vaz está na programação do Festal com a
oficina 'Performance Gatimonha'
De acordo com a comunicação do evento, o objetivo é “promover um espaço de encontro entre artistas cênicos de modo a estimular a classe artística em termos de produção e no exercício da crítica e na articulação frente a questões de ordem política e cultural no Estado”.
A abertura nesse domingo no Café da Linda (saguão do Teatro Deodoro, no centro da capital) contou com a participação da cantora May Honorato. Uma exposição, "Caminhos do Festal – Re-existências cênicas", com fotos de Nyrium e Xanda Souza, faz uma retrospectiva das edições anteriores do Festal. A curadoria é de Bruno Alves.
 
Jorge Adriani
Realizado de forma colaborativa por diferentes grupos e artistas cênicos, o Festival de Teatro de Alagoas, criado pela Cia Teatro da Meia-Noite, este ano foi organizado pela Cia do Chapéu.
 
Para o ator e produtor artístico Jorge Adriani, sócio fundador da Associação Teatral Joana Gajuru, "o Festal vem com uma responsabilidade muito grande". "A cada ano o Festal vai se fortalecendo. Ele dá força e a pulsação necessária para não esmorecer a arte de fazer teatro em Alagoas, em um cenário de verdadeiro descaso", dispara o artista. "Mas é bonito de se ver todos envolvidos, dando sua parcela de tempo para o teatro."
 
A atriz e diretora do coletivo Hetéaçã, Gessyca Geyza, diz que o festival possibilita um fortalecimento dos atores, diretores e técnicos teatrais. “É uma forma de nos relacionarmos com a cidade e com o nosso fazer de uma maneira sólida. É a constatação do poder coletivo, sobretudo em tempos tão difíceis como o que vivemos hoje em nosso país."
Gessyka Geyza
 
A edição deste ano foi contemplada pelo prêmio "Algás Social 2016-2017", destinado a projetos voltados à cultura alagoana.
Importante: Intérpretes fazem leitura da linguagem de Libras para pessoas surdas e deficientes auditivos. Para maiores detalhes, confira a programação aqui.

 
 
 
 
Disponível em:
02/10/2017 18:45:54
 
 

Assessoria de imprensa FESTAL
Keka Rabelo

Entrevista

Jorge Adriani
Ator desde 1993, também é Sócio/fundador, ator e produtor artístico da Associação Teatral Joana Gajuru. Tem formação técnica de ator pela ETA - UFAL. Conheça um pouco do grupo, do espetáculo e as expectativas para a 3ª edição do Festival de Teatro de Alagoas.

FESTAL: Há quanto tempo existe a Cia?
JORGE:
22 anos

F: Como é que vocês definem a cia? O que é conceitualmente, artisticamente?
J:
A Associação Teatral Joana Gajuru é um grupo que vem ao longo do tempo desenvolvendo trabalhos que retratam o regional e o popular. Sempre voltado a pesquisas e promovendo intercâmbios entre profissionais da cadeia artística, locais e nacionais, para trazer resultados e promover trocas de conhecimentos. A Gajuru hoje, se define como um grupo pioneiro, que enxergou na cultura popular, através do teatro de rua e palco, a forma de expressar nossos contos, causos e literatura. O grupo conseguiu obter o reconhecimento no circuito nacional de Teatro, como um grupo que tem identidade no teatro popular e regional, resgatando e levantando valores que levam o público a se divertir e repensar sobre suas raízes e problemáticas.

F: E como é que é o processo criativo de vocês?
J:
Nosso processo sempre foi através de nossas inquietações que nos levaram a pesquisas, sempre conduzidas por mãos, de verdadeiros maestros do teatro. Com integrantes criativos multidisciplinares e aberto a doar suas habilidades e se entregar no processo para chegar ao objetivo desejado. Nossa base de formação corporal, vocal e expressiva, vem do nosso Guerreiro, da nossa homenageada, mestra Joana Gajuru. É brincando nas danças e músicas do Guerreiro que chegamos aos nossos tônus, corporal e vocal. Ele vem com suas melodias e batidas que nos aquece e nos dar possibilidades de desenvolver o nosso fazer criativo.

F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
J:
O Bem me quer, é um espetáculo que nasce de nossa necessidade de dar continuidade do nosso fazer, teatro. Sem fundos financeiros para investir, ousamos a fazer um espetáculo totalmente autoral. Com texto, direção e música de Reginaldo Meneses, o único integrante do grupo que tem passagem em todo repertório do grupo. Passou por todos os processos, contribuiu e trousse resultados fantásticos. Não há momento mais oportuno de homenagear esse grande artista do Gajuru e do teatro Alagoano, a orquestrar esse espetáculo. É um espetáculo que retrata a realidade nua e crua de pessoas que vivem nas ruas, com seus conflitos e abandonos, demonstrando uma força e uma resistência que os levam a sobreviver nessa selva de preconceitos e impiedades. São transeuntes invisíveis, que no senso comum, passam desapercebidos. Mas são pessoas que tem sonhos, sentimentos fome e frio. Que buscam nas ruas a realidade de uma verdade que ninguém imagina.

F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
J:
O FESTAL vem com uma responsabilidade muito grande, que é dar a força e a pulsação para não esmorecer a arte de fazer o Teatro das Alagoas, em um cenário de verdadeiro descaso. Uma iniciativa inteligente que faz com que os grupos se unam para fazer esse projeto ter continuidade, que é o grande desafio. Mas vem a cada ano se fortalecendo. É bonito de se ver todos envolvidos, dando sua parcela de tempo pelo Teatro, é um momento que merece aplausos de pé e gritos “BRAVO, BRAVO, BRAVO”. Parabéns a todos(as) que fazem o Festal, que venha novas edições, que venham novos grupos a encabeçar o projeto, que os demais grupos ratifiquem essa iniciativa com sua presença e participação. O FESTAL é nosso.

F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017?
J:
Como ator, de dar o meu melhor, como grupo de contribuir e soma em todos as edições e como plateia, me divertir e dar apoio aos colegas do teatro, que fazem essa arte com amor e muita responsabilidade com a qualidade.
O FESTAL vem para mostrar aos governantes que com união, organização e profissionalismo se faz Teatro de qualidade neste Estado.
Parabéns!
 

Programação nas escolas - Oficinas

Oficinas da semana:
Dias 02, 03 e 04/10:
 
Escola Estadual Professora Ana Coelho Palmeira – Jacarecica
07h às 11h
Público-alvo: estudantes do 5º ano do Ens. Fundamental 1
  
Leitura e expressão corporal: a literatura em performance - Com Lys Lins Calisto
 
Sobre Lys:
Formada em Letras pela Universidade Federal de Alagoas -UFAL, pesquisou durante a graduação a poesia do escritor alagoano Jorge Cooper e dedicou-se à poesia de Augusto dos Anjos em seu trabalho de conclusão de curso. Durante a graduação, foi aluna da disciplina "Literatura e Performance", onde dedicou-se à teoria da performance e sua relação com a literatura, assim como realizou exercícios práticos onde corpo e literatura se relacionavam. Ministrou a oficina de leitura a partir de autores como Cecília Meireles e Manoel de Barros no evento "Ocupe a praça" (2016), tendo como público alvo, crianças de 8 a 12 anos. Idealizou e organizou o "Boteco literário" no I festival Universitário de Cultura e Arte da Ufal ( 2012). Desenvolve em sala de aula projetos de leitura e oficinas de criação literária, partindo da relação corpo e literatura.
 
Sobre a oficina:
Tem como público alvo crianças de 8 a 12 anos e propõe a leitura e a descoberta literária a partir da relação corpo x poesia. O participante será levado a criar as diversas possibilidades de leitura e compreensão do texto literário a partir dos diversos movimentos do corpo, e da  sua relação com espaço, a partir de exercícios lúdicos, que instigam a criatividade e o interesse pela leitura. Serão trabalhados poemas de escritores brasileiros, como Cecília Meireles e Manoel de Barros (Autores com temática voltada ao leitor infantil).


Escola Estadual Professor Raul de Lima – Ipioca
13h às 17h
Público-alvo: estudantes do 6º ao 8º ano do Ens. Fundamental 2

Dança Afro-contemporânea – com Jailton de Oliveira

Sobre Jailton:
Graduando em Licenciatura em Dança pela UFAL, com projeto de extensão no Museu Théo Brandão onde coordena as aulas de improvisação e contato-improvisação. Experiência com grupos ministrando oficinas dentro e fora do estado de Alagoas. Ministrou por 4 anos, oficinas no Encontro Afro-goiano em Goiás. Atualmente intérprete da Cia de dança Adois.
 
Sobre a oficina:
A oficina de Dança Afro-contemporânea traz como proposta, experienciar sensitivamente a dança afro, visto que a dança, referindo aqui especificamente a dança afro-contemporânea, tem a necessidade de responder e fomentar perguntas que possibilitem compreender os mitos e a história da cultura afro brasileiro construindo juntos um novo pensar reflexivo sobre a arte negra brasileira. A dança-afro, como arte, como resposta às variáveis mudanças ocorridas com o tempo.

domingo, 1 de outubro de 2017

Abertura do FESTAL 2017

Domingo, 01/10, iniciamos o FESTIVAL DE TEATRO DE ALAGOAS!

Os registros fotográficos ficaram por conta de Nyrium e Alexandra Souza.

Preparação para a exposição - Foto: Nyrium

Preparação para a exposição - Foto: Nyrium

Visitação à exposição - Foto: Nyrium
Bárbara Lustosa falando sobre Acessibilidade.
Foto: Nyrium

Thiago Sampaio e Lais Lira da Cia do Chapéu no discurso de abertura
 Foto: Nyrium

 
Felipe Guimarães explicando porque a Algás escolheu o FESTAL.
Foto: Alexandra Souza

Show com May Honorato


Programação



Programação completa do #FESTAL2017

Mapa do FESTAL

Já demos o pontapé inicial e, a partir de amanhã, as atividades artísticas começam!
Confira o mapa das escolas por onde o #FESTAL2017 vai passar nas três primeiras semanas:



Descentralizamos os locais das oficinas e das apresentações.
O FESTAL vai ocupar a cidade!

Reportagem

Festival de Teatro de Alagoas inicia sua programação neste domingo em Maceió


Festal traz espetáculos com interpretes de libras, oficinas de teatro, contação de histórias e exposição, até o dia 28 de Outubro.


Por G1 AL

Festal segue com sua programação até o dia 28 de outubro. (Foto: Ascom/Festal)

 O Festival de Teatro de Alagoas (Festal) inicia suas atividades neste domingo (1), no Café da Linda do Teatro Deodoro, no centro de Maceió. Com espetáculos teatrais e de dança, circo, contação de histórias e oficinas, a programação segue até 28 de outubro. Ao todo são 19 espetáculos, sendo 10 em escolas públicas da capital, 10 oficinas, uma exposição, além das oficinas paralelas.
Em toda programação atuarão interpretes de libras para pessoas surdas e pessoas com deficiência auditiva.
A abertura do Festal neste domingo conta com apresentação da cantora May Honorato.

Na próxima segunda (2), o evento traz a abertura da exposição Caminhos do Festal - "Re-existências Cênicas", em que serão apresentadas uma série fotográfica que resume a programação da edição 2016 do Festival. O registro é produzido por Nyrium e Xanda Souza, sob curadoria de Bruno Alves.
O Festal é uma construção colaborativa de diferentes grupos e artistas cênicos, cuja iniciativa partiu da Cia Teatro da Meia-Noite. Em sua 3ª edição, o evento é organizado pela Cia do Chapéu, contemplada no Prêmio Algás Social 2016-2017.
De acordo com o Festal, o evento tem como objetivo promover um espaço de encontro entre os artistas cênicos interessados, de modo a estimular a classe artística em termos de produção, exercício da crítica e articulação frente a questões de ordem das políticas e culturais de Alagoas.
Confira parte da programação completa no site do evento.
 
Ao todo 19 espetáculos estão na programação do Festal. (Foto: Divulgação/Thomaz Japiassu)
 
Disponível em:
https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/festival-de-teatro-de-alagoas-inicia-sua-programacao-neste-domingo-em-maceio.ghtml
01/10/2017 10h23










Assessoria de Imprensa FESTAL
Keka Rabelo

 
***Errata: serão 18 espetáculos.

É hoje!!!