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| Marcos Rodrigues e Wallisson Melquisedec |
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
Entrevista
Abides de Oliveira é ator, produtor,
diretor, dramaturgo e jornalista. Com formação em teatro pela Universidade
Federal de Alagoas, ele é um dos fundadores da Cia LaCasa.
FESTAL: Há quanto tempo existe a Cia?
ABIDES: A
Companhia LaCasa foi criada em novembro de 2016. O grupo completará um ano em
novembro e para marcar o nosso primeiro ano de vida vamos estrear um novo
espetáculo.
F:Como é que vocês definem a Cia? O que é conceitualmente, artisticamente?
A: Definimos
a Cia como pessoas que amam as artes cênicas e querem fazer teatro. O nosso
fazer teatral será sempre universal, sem um estilo definido, sem uma
característica fechada. Nossa meta é sempre buscar novos experimentos e
conceitos. No nosso primeiro espetáculo fomos para a rua, com uma comédia.
Agora estamos no palco, em um trabalho de pesquisa e que traz questões atuais.
F: E como é que é o processo criativo de vocês?
A: Este processo muda de acordo com a
montagem proposta. Se na nossa peça de estreia A Mulher Braba, que é uma
comédia, buscamos elementos da comédia dell’arte e ritmos musicais do Nordeste,
no caso o forró, agora a proposta é outra com o nosso novo espetáculo, onde a
pesquisa e o estudo estão sendo maiores e o processo de montagem com uso de
técnicas voltadas para o drama.
F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
A: A Mulher Braba é uma adaptação para o teatro
de rua do texto original, do século 14, O
Moço Que Casou com a Mulher Braba. Este texto, segundo estudos, inspirou
William Shakespeare a escrever A Megera
Domada. A peça é uma comédia e narra a peleja de um pai em casar sua filha,
uma moça arredia e indomável. Para o teatro de rua, a dramaturgia original
sofreu mudanças, ganhando mais leveza e comicidade.
F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
A: É um fortalecimento para as artes
cênicas de Alagoas. O teatro precisava de um evento como este, há anos. E o que
é melhor, uma iniciativa que partiu dos artistas e grupos locais. A tendência é
o festival crescer a cada ano em importância, contribuição artística e cultural
e em tradição no cenário local e também, acredito, regional e nacional. Os
grupos e artistas estão de parabéns pela coragem, união e determinação.
F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017
A: Será nossa primeira participação no Festal.
Ano passado, não foi possível estarmos presentes. Apenas acompanhamos e
assistimos aos espetáculos. Nesta edição, estamos na comissão de programação e
com a peça A Mulher Braba.
Mas nossa expectativa é contribuir da melhor forma possível na realização
do festival, seja na comissão de programação, seja na presença como membros da
organização no apoio e acompanhamento dos espetáculos, oficinas e ações em
geral, seja na apresentação de nosso espetáculo.
Vida longa ao Festal e a nossa arte cênica!
terça-feira, 26 de setembro de 2017
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Convite
O ator Jorge Adriani convida para o Festival de Teatro de Alagoas.
Participe da festa das Artes Cênicas de Alagoas!
Entrevista
Acompanhe a entrevista de Wallisson
Melquisedec, diretor/coreógrafo e dançarino da T&W Dança de Salão, que
compõe a programação do Festal com o espetáculo Vals-AR.
FESTAL: Há quanto tempo existe a Cia?
F:Como é que vocês definem a Cia? O que é conceitualmente, artisticamente?
FESTAL: Há quanto tempo existe a Cia?
WALLISSON: A
Cia T&W é uma extensão da escola T&W Dança de Salão. A escola existe
desde 2013, enquanto a Cia surge no fim de 2015.
F:Como é que vocês definem a Cia? O que é conceitualmente, artisticamente?
W: Somos
uma Cia de Dança que constrói espetáculos a partir das Danças de Salão,
bebendo vez ou outra de várias outras linguagens.
F: E como é que é o processo criativo de vocês?
W: Em nosso caso, o papel de coreógrafo e
diretor é bem definido, papel que eu exerço, e o papel dos
dançarinos/bailarinos. Considerando o fato que, atualmente entre os
integrantes, apenas Ticiani Oliveira e eu temos amplo conhecimento das Danças
de Salão, acabo trazendo as ideias, movimentos, propostas, conceitos,
questionamentos, enfim, conceber quase que na totalidade. Na construção de
movimentos, Ticiani é forte parceira, em todos os sentidos, pois para que
aconteça a Dança de Salão é necessário que as duas pessoas se relacionem e
apesar da minha direção, quase toda a criação (especialmente nos momentos em que
dançamos juntos) é feita junto a ela. Apesar da necessidade da relação com o
par, muitos momentos podem ser solitários, assim pode acontecer de eu estimular
ou determinar algo a ser executado pelos outros intérpretes, que são
movimentos ou ideias que de algum modo saem das Danças de Salão ou se
relacionam com elas. Nos encontros, trabalhamos primeiramente a preparação
física para o trabalho. Em seguida, aulas voltadas ao repertório que pode ser
usado, posteriormente criação ou ensaio de algo já pronto.
F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
W: O
espetáculo "Vals-AR" surgiu da necessidade em criar algo que pudesse
ser apresentado apenas por um duo, Ticiani e eu, além de usar o
"AR", elemento que está presente em tudo e das mais diferentes
maneiras. Da necessidade, seja um espetáculo para dois ou do "AR",
pensei em juntar a primeira Dança de Salão e que é necessária para que todas as
outras surgissem posteriormente que é a Valsa, e trazer também algumas outras
danças que possuem leveza. Daí em diante, fui mesclando esses
elementos com versos de poetas alagoanos, músicas de cantores e compositores alagoanos e
de alguns compositores eruditos. Brincando com essas possibilidades e nossas
experiências, em especial com o Teatro, o espetáculo foi surgindo e
estreando em novembro de 2016. Nesse momento, ele está reformulado para 6
pessoas, o que ampliou algumas possibilidades.
F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
W: Reunir vários grupos das Artes Cênicas
com um grande propósito, de crescer o fazer artístico em nosso Estado. É um
evento essencial para que os artistas se articulem, mostrem o quanto se faz de Arte em nosso
Estado. Um Festival que faz história, uma ação que potencializa a arte e feito
por pessoas que vivem a arte e que se voltado fortemente para um público que
quanto mais acesso a arte tiver, melhor fará esse país: os estudantes.
F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017
W: As melhores possíveis e que já
estão sendo atingidas. Poder mostrar nosso trabalho e o quanto de
possibilidades as Danças de Salão oferecem e quem sabe remover alguns estigmas.
Rever muitas pessoas e ofertar tudo o que eu puder, enfim, (re)viver
inúmeras experiências e trocar saberes.
domingo, 24 de setembro de 2017
Programação paralela: Oficinas
Sábado, 30/09, teremos mais uma oficina compondo a programação paralela do FESTAL!
Mary Vaz
Graduada em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal de Alagoas, participou de trabalhos como Recursos Humanos da Cia Ltda; Rojo, do Coletivo Vermelho de Teatro e tem sua pesquisa voltada para a performance.
Sobre a oficina:
Discutir o conceito e a institucionalização do termo performance Gatimonha – neologismo criado por Homero Cavalcante 1 dia – apresentação da cooperativa e do grupo de alunos, desconstrução do conceito de performance e construção de gatimonha, passar vídeos, indiscipline-se 2 dia – valéria percepção de corpo / levantamento de material para gatimonhas individuais e/ou coletivas 3 dia – ressignifica objetos. Programa de gatimonha (performance) 4 dia – saída para realização de gatimonhas em espaços internos e externos.
Público-alvo: A partir dos 16 anos
Discutir o conceito e a institucionalização do termo performance Gatimonha – neologismo criado por Homero Cavalcante 1 dia – apresentação da cooperativa e do grupo de alunos, desconstrução do conceito de performance e construção de gatimonha, passar vídeos, indiscipline-se 2 dia – valéria percepção de corpo / levantamento de material para gatimonhas individuais e/ou coletivas 3 dia – ressignifica objetos. Programa de gatimonha (performance) 4 dia – saída para realização de gatimonhas em espaços internos e externos.
Público-alvo: A partir dos 16 anos
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Registro fotográfico
A Oficina Dança-Afro, Corpo em Diálogo com uma Perspectiva Contemporânea, ministrada por Jailton de Oliveira, ocorreu hoje, sexta-feira (22/09), na Galeria Gamma, um de nossos parceiros. O registro fotográfico ficou por conta de Carleane Correia (Adois Companhia de Dança).
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| Foto: Carleane Correia |
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| Foto: Carleane Correia |
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| Foto: Carleane Correia |
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| Foto: Carleane Correia |
Lembramos que amanhã teremos a Oficina Teatro de Rua para Iniciantes, ministrada por Jorge Adriani, na Galeria Gamma, das 9h às 13h. Indicação: entre 8 e 15 anos.
Entrevista
O ator, diretor, produtor cultural, educador social e membro da Companhia Teatro da Meia-noite Julien Costa falou conosco sobre a trajetória da Cia, seus processos criativos e a importância que o FESTAL tem para a cena alagoana.
FESTAL: Há quanto tempo existe a Cia?
JULIEN: A Companhia teatro da Meia-noite fará 16
anos em novembro e tem 10 experimentos cênicos montados nesse período,
alguns espetáculos foram montados com recursos próprios e
outros a partir de prêmios concedidos através de editais nacionais entre
eles: Myriam Muniz, Interações estéticas ambos da FUNARTE e BNB cultural,
e entre o fim de outubro e começo de novembro de 2017 pretende estrear seu 11º
espetáculo, que já está em processo de ensaios.
F:Como é que vocês definem a
Cia? O que é conceitualmente, artisticamente?
J: A Cia está passando por um processo de
renovação regimental, se ajustando a um novo formato, firmando novas parcerias,
convidando novas pessoas para compor seu quadro de associados, mas nesses 15
anos, tivemos como essência conceitual, transformar/adaptar textos da
literatura para o teatro. Foi assim em seu 1º espetáculo "Cinco para o
cadafalso” com a adaptação livre de "Noite na Taverna" de Álvares de
Azevedo, no espetáculo "Insônia" baseado no conto homônimo de
Graciliano Ramos e no espetáculo "Marina- uma história de Cordel"
inspirado nos cordéis de Leandro Gomes de Barros. Além de arriscar trabalhos
autorais como o espetáculo: "Paixão do Riso" - criação textual
coletiva.
A companhia também resolveu utilizar o
teatro como ferramenta pedagógica para o exercício da cidadania de jovens em
situação de vulnerabilidade social, através de projetos desenvolvidos
pelos jovens inscritos nas ações do ponto de cultura.
Outros objetivo e desejo nossos
foram interagir com ostros grupos, principalmente com grupos do interior
do estado de Alagoas através de intercâmbios e já conseguimos
construir parcerias com grupos e artistas nas cidades de Arapiraca e
Palmeira dos Índios!
F: E como é que é o processo criativo de vocês?
J: Nossos processos são diversos e dependem muito do texto que vamos montar,
mas o ponto de partida começa com várias perguntas: Primeira etapa - que texto
montar? Por que montar? Para quando? Para
quem?
Depois de algumas discussões/reflexões/percepções,
vem a segunda etapa - Construção do texto ou adaptação - muitas leituras
- ajustes – reajustes.
Terceira etapa - Definição de elenco,
concepção estética, ensaios pré-produção;
Quarta etapa - apresentações, pós-produção e
avaliação.
F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
J: “MEU PÉ DE FULÔ”, espetáculo infantil
contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008, readaptação do
texto de Paulo Sarmento, pois apesar da integridade total do texto, novos
elementos foram incorporados à trama. O espetáculo possui trilha sonora
original regionalista criada cena a cena, animações e cenários virtuais em
preto e branco relembrando os desenhos da literatura de cordel, onde pontuam
tempo e espaço, além da alusão ao teatro mambembe, ao teatro de animação e a
mistura multifacetada dos gêneros: Teatro e Audiovisual. Uma deliciosa
brincadeira onde homenageamos as Manifestações da Cultura Popular Nordestina,
através de releituras nos figurinos e adereços, contadores de história, livros
infantis, fábulas, onde podemos sonhar e ir além, tornar nossos sonhos infantis
em realidade.
F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
J: O que deve ser considerado sobre a
importância do FESTAL para cena alagoana é a possibilidade de despertar o
sentimento de pertencimento e de protagonismo nos grupos, em artistas
alagoanos das artes cênicas, pois o FESTAL foi concebido para ser
construído de forma colaborativa e coletiva. É aproximar os pares nas lutas por
políticas públicas que atendam às necessidades do segmento, além de pertencer
ao calendário cultural anual do Estado, de contribuir para geração de
receita para cadeia produtiva do segmento e deve ser um momento de unificar as
trupes e as tribos para o bem comum: celebrar a resistência e a luta dos que
vieram antes de nós e dos que virão depois de nós! A edição passada já foi algo
divino, mágico, encantador, então por tudo isso, vida longa ao FESTAL! Evoé!
F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017
J: A expectativa para essa edição é a melhor possível. Estamos envolvidos
desde a primeira edição e nos surpreendemos com os avanços de um projeto
embrionário, vendo em tempo real a metamorfose do embrião, um feto
se desenvolvendo, sendo gerado com tanto afeto. Vale destacar a
habilidade, comprometimento e presteza com que as comissões de trabalho
do FESTAL desta edição estão em sintonia através da condução competente
da coordenação desta 3ª edição, a quem reverenciamos pela dedicação
e celebraremos com eles, os 15 anos de resistência e persistência! Parabéns Cia
do Chapéu pelo aniversário e pela condução dos processos e da coordenação geral
dessa edição!
Já deixamos aqui o convite para quem ler essa matéria, para compartilhar
conosco esse momento tão importante para as Artes Cênicas em Alagoas.
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Entrevista
Jesús Rojo é um artista que abrange diferentes estilos de circo e
teatro no seu show, combinando mágica, malabarismo, palhaçada, mímica, humor. Ele atua, dirige e é autor dos seus shows.
Nascido na Espanha, Jesús reside atualmente em Maceió e já se apresentou em países como Chile, Argentina, Nova Zelândia, Inglaterra e Estados Unidos. Seu espetáculo Uma
Tarde de Risos e Mágica compõe a programação do Festal e, além de falar sobre ele, Jesús nos conta um pouco sobre a magia de seu trabalho.
JESÚS: Como um grupo de teatro profissional, tenho
trabalhado desde 1999, porém desenvolvo atividades artísticas como amador desde
1989.
F: COMO É QUE VOCÊ DEFINE O GRUPO? O QUE É
CONCEITUALMENTE, ARTISTICAMENTE?
J: O ilusionismo é arte de criar ilusão,
prestidigitação. A mágica é uma das mais antigas formas de entretenimento,
criando ilusões que levam as pessoas a se surpreender. Artisticamente, procuramos
proporcionar a ilusão e o riso do público. O show apresenta uma diversidade de
estilos de arte circense onde um personagem é uma mistura de
mágico-palhaço-mímico-conta contos. Um palhaço cativante que brinca com magia,
malabares, mímica, com objetos e com o público.
F: E COMO É QUE É O SEU PROCESSO CRIATIVO?
J: A inspiração vem de outros artistas, como
mágicos, palhaços e mímicos. Jogos clássicos sofrem adaptações, ganhando uma
nova abordagem, se adaptando ao público e ambiente. O show é enriquecido com
uma sonoplastia dinâmica e o desenvolvimento de comédia visual. O processo
criativo inclui muitos testes, ensaios e mais ensaios para a perfeição dos
passes. Penso, ensaio, testo. Atuo, aprendo. Apresento, cometo erros, penso,
medito. Apresentação, riso,...relax. Como já dizia Picasso: "Quando a
inspiração chegar, que me encontre trabalhando"
("Cuando
llegue la inspiración, que me encuentre trabajando")
F: FALA PARA GENTE SOBRE SEU ESPETÁCULO.
J: É um show alegre, divertido e mágico para toda a
família (adultos e crianças). Combina várias artes cênicas: mágica,
malabarismo, palhaço e pantomimas. É um espetáculo participativo, no qual o
público interatua no show, especialmente com os jogos de mágica. As pessoas
participam, se divertem e saem com a sensação de surpresa e ter vivenciado algo
novo.
F: PARA VOCÊ QUAL A IMPORTÂNCIA DO FESTAL NA CENA ALAGOANA?
J: Considero muito importante esta iniciativa dos
grupos teatrais de Alagoas, pois é uma ótima oportunidade para as companhias de
teatro expor os seus trabalhos, levando a cultura de artista da região para a
população alagoana. Projetos deste nível devem ser incentivados para que todos
possam conhecer a diversidade de estilos artísticos produzidos. Espero que
tenha continuidade por muitos, muitos anos e que possa ser expandido
incluindo novos artistas, cenários e diferentes públicos.
F: QUAL A EXPECTATIVA ACERCA DE SUA PARTICIPAÇÃO NO
FESTAL 2017?
J: A expectativa de que o público se divirta e que
possa ter contato com algo que nunca tenha visto antes, sentido-se feliz e satisfeito no fim dos
espetáculos. Concomitante, conhecer novos artistas e espetáculos alagoanos.
Estou muito feliz de participar da edição deste ano. Agradeço à organização por
me contratar. E o que eu mais quero e espero é ilusionar, fazer rir e rir com
pessoas que vêem meus shows.terça-feira, 19 de setembro de 2017
Convite
O ator, cantor e compositor alagoano Jurandir Bozo convida você para o FESTAL 2017.
Participe da festa das Artes Cênicas de Alagoas!
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Entrevista
FESTAL: Há quanto tempo existe a Cia?
ALEX: A Cia. existe desde meados de 2015, curiosamente costumo brincar com colegas de trabalho e com o público que se trata de uma companhia de homem só. O nome surgiu para representar um experimento cênico chamado Solos Armoriais. Na época, havia a intensão de formarmos um grupo, mas logo o processo foi interrompido e os profissionais envolvidos tomaram rumos diferentes. No entanto, como a relação entre o teatro de bonecos e a estética Armorial era algo que já perseguia desde a universidade, àquela altura, mesmo com a equipe diluída, por um desejo de levar esse fazer adiante, procurando alçar voos maiores e para além do âmbito acadêmico, decidi continuar com a Cia. Armorial Teatro de Bonecos (...)
F: Como é que você define a Cia? O que é conceitualmente, artisticamente?
A: (...), pois ela representa um espaço de pesquisa entorno das manifestações artísticas da(s) cultura(s) de tradição popular brasileira, o que me alimenta como artista e como ser humano.
F: E como é que é o seu processo criativo?
A: É por essa mesma afinidade com a cultura de tradição popular que a Cia. tem, aos poucos, se aproximado de outros artistas e grupos, estabelecendo parcerias. Mas, tudo ainda é muito novo, faz apenas dois anos e nesse pouco tempo a Cia. Armorial ainda está se entendendo enquanto Cia, ou em outras palavras, ainda estou me entendendo enquanto companhia de um homem só (risos). Então a percepção sobre uma metodologia de criação ainda é algo em construção. Quer seja solo ou em parceiras, cada encontro vai estabelecer mecanismos de criação totalmente diferentes em razão da experiência de vida dos envolvidos.
Um breve exemplo: o trabalho que marca o surgimento da companhia é um solo com bonecos das mais diferentes técnicas. Nesse formato, a Cia. encontrava-se num processo onde embora houvesse uma escuta coletiva e papéis bastante definidos na criação, a equipe se relacionava de maneira verticalizada. Já em 2016, na parceria com o Coletivo Hetéaçã (Maceió/AL), a realidade era outra. A criação e circulação com o espetáculo Mamulengo do Ambrósio foi um processo horizontal do começo ao fim, cujos papeis foram sendo definidos à medida que a criação se consolidava.
Contudo, ainda que não haja clareza a respeito dessa metodologia dos processos criativos (o que ao meu entender demanda tempo e maturidade, e isso é algo que para a Cia. está sendo construído), ainda assim, é notório que os interesses da Cia. em trabalhar com a linguagem do teatro de formas animadas numa relação direta com a poética popular, levam a trabalhos que, independente do formato, requerem o uso de princípios básicos dessa linguagem e poética, aí nesse sentido pode-se dizer que há um jeito próprio da Cia. em conduzir a criação.
F: Fala para gente sobre sua oficina.
A: trata-se um trabalho com bonecos de luva (mamulengo), onde a brincadeira enquanto experiência psicomotora, afetiva e pedagógica é encarada como um caminho para difundir, em sala de aula, saberes da nossa cultura de tradição popular. Através desta prática artística e pedagógica a Cia. Armorial Teatro de Bonecos busca contribuir com a presença e valorização destes saberes no âmbito da educação básica.
F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
A: O FESTAL vem cumprindo um importante papel no campo das artes cênicas em Alagoas, não só enquanto mostra fomentando a produção e apreciação, mas principalmente enquanto espaço de diálogo e fortalecimento da classe artística, o que é extremamente importante para produção artística no âmbito das artes cênicas, especialmente na região metropolitana do estado.
F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017
A: A oficina de manipulação de bonecos de luva “Mamulengo Vai Brincar” é uma das ações da Cia. que compõe o FESTAL 2017, esse é o segundo ano em que a Cia. participa do evento. No ano passado (2016), foi apresentado em parceria com o Coletivo Hetéaçã, o espetáculo Mamulengo do Ambrósio.
Para além da oficina, pensando o Festival como um todo, nossa grande expectativa é que o diálogo estabelecido com as comunidades escolares nesta edição possa simbolizar, tanto para artistas quanto para o público, experiências humanamente enriquecedoras no âmbito pessoal, profissional e social.
Quem venha o FESTAL 2017!
domingo, 17 de setembro de 2017
sábado, 16 de setembro de 2017
Reunião
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| Lais Lira, Lenny Lima e Keka Rabelo |
Reunião de comunicação, produção e design.
A festa das artes cênicas de Alagoas.
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Foto tipo selfie, Laís Lira e Lenny lima em pé e Keka Rabelo sentada.
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#FESTAL2017 #FESTAL #artescenicas #teatro #danca #circo #performanceart #mcz #alagoas
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Entrevista
Bruno Alves, ator, bordador/tecedor
de histórias do Coletivo Volante, nos contou como nasceu o espetáculo Incelença, que compõe a programação do FESTAL nesta 3ª edição. Ele nos falou também sobre seu processo criativo, sobre como se dá o diálogo dos artistas dentro do grupo e suas expectativas para o festival.
Festal: Há quanto tempo existe o coletivo?Bruno: O Coletivo Volante de Teatro iniciou o processo de pesquisa do seu primeiro espetáculo em janeiro de 2014, no entanto, só veio receber esse nome em julho do mesmo ano, mediante o surgimento do título desse primeiro espetáculo que estava em andamento.
F: Como é que vocês definem o coletivo? O que é conceitualmente, artisticamente?
B: Somos um coletivo que busca dialogar com artistas de outros grupos e coletivos. Vamos nos entendendo a partir desses encontros. Cada encontro vai transformando a nossa maneira de fazer e entender o teatro.
As buscas iniciais são por uma dramaturgia autoral, tendo o estudo da memória como elemento de ponto de partida para as criações, sejam essas memórias pessoais ou coletivas. Ressignificar a memória e transformá-la em cena é a nossa busca que se destaca em todos os processos dos últimos anos. Além da memória, buscamos entender o espaço como lugar de revisitar e recriar memórias, assim, queremos e buscamos nos aprofundar no diálogo com espaços alternativos e com a aproximação de outros públicos.
Essa relação com outros espaços se reflete também no espaço digital com alguns de nossos projetos, ampliando as possibilidades de diálogos cênicos com o audiovisual, por exemplo, ou mesmo a criação da revista digital colaborativa, que além de ser um espaço digital é também um espaço de registro e memória.
B: Somos um coletivo que busca dialogar com artistas de outros grupos e coletivos. Vamos nos entendendo a partir desses encontros. Cada encontro vai transformando a nossa maneira de fazer e entender o teatro.
As buscas iniciais são por uma dramaturgia autoral, tendo o estudo da memória como elemento de ponto de partida para as criações, sejam essas memórias pessoais ou coletivas. Ressignificar a memória e transformá-la em cena é a nossa busca que se destaca em todos os processos dos últimos anos. Além da memória, buscamos entender o espaço como lugar de revisitar e recriar memórias, assim, queremos e buscamos nos aprofundar no diálogo com espaços alternativos e com a aproximação de outros públicos.
Essa relação com outros espaços se reflete também no espaço digital com alguns de nossos projetos, ampliando as possibilidades de diálogos cênicos com o audiovisual, por exemplo, ou mesmo a criação da revista digital colaborativa, que além de ser um espaço digital é também um espaço de registro e memória.
F: E como é que é o processo criativo de vocês?
B: Dos dois espetáculos que temos, fomos vivenciando formatos diferentes de criação. O processo colaborativo está presente nos dois. Atores e atrizes criadores, texto que vem de quem está dentro do processo. As decisões são horizontalizadas na criação. Aos poucos, alguns vão se entendendo dentro do processo e assumindo responsabilidades, mas partimos da troca e da identificação com as funções que possam vir a surgir.
B: Dos dois espetáculos que temos, fomos vivenciando formatos diferentes de criação. O processo colaborativo está presente nos dois. Atores e atrizes criadores, texto que vem de quem está dentro do processo. As decisões são horizontalizadas na criação. Aos poucos, alguns vão se entendendo dentro do processo e assumindo responsabilidades, mas partimos da troca e da identificação com as funções que possam vir a surgir.
F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
B: “Incelença” é o nosso segundo espetáculo. Teve seu ponto de partida na última edição do FESTAL que nos aproximou de muitos artistas. Iniciamos com uma provocação textual, achávamos que iríamos montar aquele texto de novembro de 2016. Queríamos todxs falar sobre os índices do Mapa da Violência em Alagoas, logo todxs tínhamos muito o que dizer.
Ao longo dos meses, entendemos que do nosso encontro já nasciam cenas, imagens e textos já haviam pedido para serem mostrados. Resolvemos aceitar. Zeramos o jogo e tudo que ia se criando era fruto da presença e participação dxs criadorxs. Gessyca Geyza assumiu a direção e caminhamos para aquilo que queríamos contar.
Hoje temos uma história a partir da memória de mães que perderam os filhxs para a violência. Mães essas que fomos encontrando em nossas vidas, pesquisas ou mesmo em nossas famílias. O espetáculo é a partir das histórias dessas mães.
B: “Incelença” é o nosso segundo espetáculo. Teve seu ponto de partida na última edição do FESTAL que nos aproximou de muitos artistas. Iniciamos com uma provocação textual, achávamos que iríamos montar aquele texto de novembro de 2016. Queríamos todxs falar sobre os índices do Mapa da Violência em Alagoas, logo todxs tínhamos muito o que dizer.
Ao longo dos meses, entendemos que do nosso encontro já nasciam cenas, imagens e textos já haviam pedido para serem mostrados. Resolvemos aceitar. Zeramos o jogo e tudo que ia se criando era fruto da presença e participação dxs criadorxs. Gessyca Geyza assumiu a direção e caminhamos para aquilo que queríamos contar.
Hoje temos uma história a partir da memória de mães que perderam os filhxs para a violência. Mães essas que fomos encontrando em nossas vidas, pesquisas ou mesmo em nossas famílias. O espetáculo é a partir das histórias dessas mães.
F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
B: O FESTAL é o nosso lugar de encontro e resistência. É a nossa maneira de fazer e contar as nossas histórias. É um espaço construído pelos grupos e que vem se fortalecendo a cada edição.
Quando o FESTAL acontece a gente passa a acreditar mais na gente, na nossa força e no nosso teatro.
B: O FESTAL é o nosso lugar de encontro e resistência. É a nossa maneira de fazer e contar as nossas histórias. É um espaço construído pelos grupos e que vem se fortalecendo a cada edição.
Quando o FESTAL acontece a gente passa a acreditar mais na gente, na nossa força e no nosso teatro.
F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017?
B: Participaremos pela primeira vez com um espetáculo. Esperamos somar e celebrar todos esses anos de festival e de todos os grupos que aqui existem. A nossa expectativa e vontade é estar sempre junto de alguma maneira.
B: Participaremos pela primeira vez com um espetáculo. Esperamos somar e celebrar todos esses anos de festival e de todos os grupos que aqui existem. A nossa expectativa e vontade é estar sempre junto de alguma maneira.
Programação paralela: oficinas
A programação paralela do FESTAL não para e na próxima semana, a oficina é direcionada ao público infanto-juvenil.
Sobre a oficina:
Faça já sua inscrição!
Participe do FESTAL!
Jorge Adriani
Ator desde 1993, também é Sócio/fundador, ator e produtor artístico da Associação Teatral Joana Gajuru. Tem formação técnica de ator pela ETA - UFAL. Atuou em espetáculos, como: Uma Canção de Guerreiro no Chumbrego da Orgia - 1996; A Estória da Moça Preguiçosa (Palco/Infantil) - 2005; Fome Come (Rua) - 2005; Baldroca (Rua) - 2005; A Farsa do Casamento Coisado (Rua) - 2006; A Farinhada (Palco) - 2013; Fritzmac (Rua) - 2013; Bem me quer (Rua) - 2017.
Sobre a oficina:
"Oficina de teatro/rua para iniciados e iniciantes em arte cênica/teatro com trocas de vivências utilizando as técnicas da rua. Contribuir com o desenvolvimento pessoal, profissional e intelectual do(a) aluno(a), através de técnicas de teatro/rua. O Aluno deverá contribuir, levando (não obrigatório): Objetos, roupas/figurinos, adereços (óculos, chapéu, sapato, etc.), tecidos, etc."
Público-alvo: Entre 8 e 15 anos
Público-alvo: Entre 8 e 15 anos
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Vem aí: FESTAL 2017
De 01 a 28 de outubro: Festival de Teatro de Alagoas!
Participe da festa das Artes cênicas de Alagoas!
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Registro fotográfico
A Oficina de Expressão Corporal, ministrada por Wallisson Melquisedec, ocorreu no sábado (09/09), na Galeria Gamma, um de nossos parceiros. O registro fotográfico ficou por conta de Jadir Pereira (Teatro da Poesia), integrante das Comissões de Registro e Comunicação.
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| Foto de Jadir Pereira |
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| Foto de Jadir Pereira |
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| Foto de Jadir Pereira |
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| Foto de Jadir Pereira |
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| Foto de Jadir Pereira |
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| Foto de Jadir Pereira |
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| Foto de Jadir Pereira |
Nós fazemos o FESTAL!
NÃO ESQUEÇA: sexta-feira, 15/09, tem programação paralela do Festal na Galeria Gamma.
Oficina Dança-Afro, corpo em diálogo com uma perspectiva contemporânea, com Jailton de Oliveira.
Investimento: R$ 30,00 inteira/ R$15,00 meia
Inscrições: 9 9909-7722
Faltam 18 dias para o Festival de Teatro de Alagoas!
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