segunda-feira, 5 de agosto de 2019

E já foi dada a largada!

Olá querides amigues!!

Na última quinta-feira, dia 01/08, o Grupo Gestor do Festal se reuniu, na Escola Técnica de Artes - ETA, com os artistas e coletivos selecionados que comporão a programação dessa edição de 2019.

Estiveram presentes representantes do Coletivo Mambembe; Cia Vers'arts; Resgate Crew; Cia Fenomenal; Grupo PSOAS; Quilombrothers Crew; LATO; Insanos, Teatro Camboio de Doido, Coletivo Heteaçã; Filé de Críticas; Coletivo Vermelho; o Avaristo Martins e Jessé Batista.

No encontro, explanou-se a respeito do projeto, da ideia de se fazer um festival de artes cênicas criado e produzido exclusivamente por artistas da área, fazendo uma breve retrospectiva das últimas edições e apresentando a equipe organizadora e a importância do Prêmio Algás Social para a continuidade dessa empreitada tão singular do cenário cultural local. Tratamos também da parceria com as comunidades que receberão os espetáculos e oficinas selecionadas e dos detalhes de logística e produção. 



Estamos muito animados com essa nova aventura. A programação promete  mais uma vez comprovar a riqueza e diversidade da produção cênica alagoana. Atenderemos públicos das mais variadas idades, com trabalhos igualmente diversos em termos de linguagem, formatação e gênero. A produção tem representantes da capital e do interior e logo logo estará disponível aqui no blog e nas nossas redes sociais. 

Nas próximas postagens vocês conhecerão um pouco mais esses artistas e suas propostas. Iniciaremos uma série de postagens para apresentar os selecionados, suas ideias e o que eles estão preparando para o Festal. E, claro, também falaremos das comunidades e dos parceiros que estão conosco esse ano.

A largada já foi dada e ainda há muito para correr até a abertura oficial do Festal. Se você quer conhecer esse projeto mais de perto, nos acompanhe por aqui e também nas nossas redes sociais (Facebook e Instagram).

Obrigado a todes que fazem do Festal a festa das Artes Cênicas de Alagoas!


segunda-feira, 29 de julho de 2019


DA ANÁLISE DE PROPOSTAS À SELEÇÃO
O Festival de Artes Cênicas de Alagoas – Festal abriu, em 15 de maio deste ano, edital de seleção para espetáculos e oficinas para sua 5ª edição. Ao longo de 47 dias, até 30 de junho, foram recebidas 31 propostas de espetáculos e 24 para oficinas, vindas de artistas e grupos da capital e do interior do Estado. Tendo em mãos todo esse material, com fichas de inscrição, informações, fotos e links de vídeo, é possível imaginar que a tarefa de análise e seleção não seria – e nem poderia ser – simples.

Coube à Coordenação de Programação do Festal uma análise preliminar de todos os proponentes, com o objetivo de checar se o material disponibilizado estava de acordo com as exigências do edital. “Nessa análise, ficou constatado que alguns inscritos na categoria de espetáculos não disponibilizaram link de vídeo, ou o link informado não funcionava ou não passava de dois minutos. O vídeo é primordial para a seleção dos espetáculos”, conta Abides Oliveira, um dos coordenadores de programação.

Após essa primeira fase, entrou em ação a curadoria do Festal, responsável por uma nova e minuciosa análise das inscrições. Nas reuniões de discussão, os curadores expunham e confrontavam suas opiniões, e os espetáculos e oficinas mais votados eram selecionados, respeitando a coerência da propostas e exigências do edital, como acessibilidade e adaptabilidade aos ambientes onde o festival será realizado, buscando, também, contemplar as mais variadas formas de expressão artística: teatro, dança, circo, performance e contação de histórias.

A EQUIPE DE CURADORES
A curadoria do 5° Festal foi composta por dois grupos: um responsável pelos espetáculos e outro pelas oficinas, com três membros cada – número ímpar, a fim de evitar empates ou indecisões. São eles:



De forma a evitar conflitos de interesses, os curadores responsáveis pela seleção em cada grupo não podiam ser proponentes em nenhum espetáculo ou oficina. Cada curador era responsável por lançar sua proposta individual de programação para, juntos, discutirem as diferenças e coincidências para atingir um consenso.

Para Alexandrëa Constantino, o processo caminhou de forma bastante orgânica. “Cada um levou as propostas para casa, cada um avaliou. Partilhamos ideias e sugestões e entramos em acordo, sem conflitos. Não houve imposição de propostas”.

O FESTAL E SEUS VALORES
Como iniciativa da REDE de Artes Cênicas de Alagoas, o Festal tem como um de seus principais objetivos o de agregar a classe artística alagoana, sem jamais promover qualquer tipo de exclusão. Trata-se de um espaço aberto e em construção, onde qualquer artista é bem-vindo.

A vigência de um edital, vinculado ao Prêmio Algás Social, significa que há um orçamento direcionado apenas ao cachê dos selecionados para a programação, bem como gastos com atividades essenciais à realização do Festal, como logística, assessoria de imprensa, cobertura fotográfica, identidade visual e impressão de material gráfico. Os organizadores trabalham, em sua maioria, como voluntários, sem qualquer contrapartida financeira. “Quem está organizando o Festal não está proibido de fazer parte da programação, mas entra em outras condições, não como um selecionado normal e com cachê. Não faz sentido organizarmos o festival e nos selecionarmos, seria antiético”, declara Thiago Sampaio, coordenador de comunicação.

A classe artística, inclusive, é incentivada a participar de forma voluntária, e os inscritos que porventura não tenham sido contemplados agora, podem continuar melhorando e inscrevendo suas propostas para as próximas edições. Há casos de grupos que participaram com ações voluntárias durante edições anteriores do Festal e que, em 2019, conseguiram compor a programação oficial. Ou proponentes que tentaram por vários anos seguidos, com o mesmo trabalho, e que agora, finalmente, foram contemplados.

“Agregar é o mais importante! Como o Festal é uma construção dos artistas, que cumprem os papeis de produtores, técnicos, curadores, entendemos que é um espaço democrático para mostrarmos nossos trabalhos também”, conclui Thiago.

PRÓXIMOS PASSOS
Com a seleção concluída, os organizadores do Festal se dedicam, agora, a fechar a grade definitiva de programação, além de atrações musicais e ações voluntárias. Os espetáculos e oficinas serão distribuídos nas comunidades do Bom Parto, Centro, Cidade Sorriso, Garça Torta e Vergel do Lago. E não custa lembrar: o 5° Festal acontece de 20 de setembro a 19 de outubro de 2019!

quinta-feira, 25 de julho de 2019

ERRATA!

Olá pessoas, 

Detectamos um erro no edital no item 35 das Considerações Finais, no que se refere à carga horária e cachê das oficinas. Nesse sentido, onde se lê 12h, leia-se 15h. E no que tange ao cachê, onde está R$ 500,00 (quinhentos reais), leia-se R$ 600,00 (seiscentos reais)

Essa carga horária será distribuída entre 4 ou 3 dias, num mesmo turno (manhã ou tarde), conforme a disponibilidade dos oficineiros selecionados e o público das comunidades contempladas.

Detalhes sobre a programação, bem como o ajuste dos horários serão tratados na reunião do dia 01/08, às 19h, no Espaço Cultural da UFAL

Pedimos desculpas pelo equívoco e nos colocamos à disposição para maiores esclarecimentos.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

ESPETÁCULOS E OFICINAS SELECIONADOS

Querides,

Segue abaixo a relação dos espetáculos e oficinas selecionados para compor a programação do Festal 2019. Como foi mencionado na postagem anterior, o trabalho não foi fácil. Os critérios que nortearam esse processo foram diversidade de linguagem, diversidade de classificação etária e flexibilidade de adaptação a espaços alternativos.

 

Os suplentes serão convocados somente em caso de desistência por parte dos selecionados, priorizando a equivalência de linguagem como ordem a ser seguida. 

O Festal ocorrerá no período de 20 de setembro a 19 de outubro do corrente ano, sempre aos fins de semana (sexta e sábado). A programação será apresentada aos selecionados no dia 01/08 (quinta-feira), às 19h, no Espaço Cultural da UFAL (em frente à Praça Sinimbu), em reunião presencial. Nesse encontro serão discutidos ainda questões de ordem logística e de produção. A presença de ao menos um representante de cada trabalho selecionado é indispensável.

Solicitamos a confirmação da presença nesta reunião, por meio de comentário nesta mensagem ou em nossas redes sociais (Instagram e Facebook). Ou ainda por meio do contato (82) 9 9909-7722 (whatsapp)
Por fim, reforçamos nossa gratidão a todos e todas que se inscreveram! Estamos muito felizes com esse movimento e cheios de expectativa de vê-lo se desenvolver sempre mais. São vocês que fazem essa festa possível e a cada ano mais linda!

domingo, 21 de julho de 2019

Agradecendo antes de tudo!

Olá pessoas,

Nós do Festal 2019 queremos agradecer imensamente a todos artistas e grupos que inscreveram suas propostas de oficinas e espetáculos para compor a programação da edição desse ano. Ao todo, inscreveram-se 31 espetáculos e 24 oficinas. Um trabalho difícil para a comissão de seleção. Os critérios que nortearam o processo seletivo foram: diversidade de linguagem, diversidade de classificação etária, descentralização e flexibilidade de adaptação a espaços alternativos. O resultado dos selecionados será divulgado até o início da tarde de amanhã, dia 22/07.

Por hora, queremos apenas deixar registrada a alegria pelo interesse e confiança de vocês nesse projeto que tem operado como um rico espaço de aprendizado, afetividade, criatividade e cooperação. Logo logo, vocês vão estar mais próximos e entenderão isso melhor.

Um agradecimento muito especial também à Algás, por acreditar na força dessa ideia e nos contemplar com seu prêmio Algás Social pela terceira vez consecutiva, sinal de que temos acertado e demonstrado o quanto a arte local cumpre um importante papel no fortalecimento da cultura e na construção de uma sociedade mais saudável, plural e solidária.

Nos sentimos gratos ainda pela recepção das comunidades onde realizaremos essa programação que está sendo montada com muito carinho e cuidado.

E por fim, gratidão à Escola Técnica de Artes da UFAL que já confirmou parceria para esse ano, repetindo a dose do ano passado. Seguimos em negociação com outros possíveis parceiros e apoiadores, para fazer dessa ação, a grande festa das artes cênicas do Estado.

Um forte abraço e até breve!!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O FESTAL 2019: ESPETÁCULOS E OFICINAS




O FESTAL, em sua 5ª edição, é uma iniciativa da REDE DE ARTES CÊNICAS DE ALAGOAS, doravante REDE, composta por grupos e artistas locais. Esta edição foi contemplada com o Prêmio Algás Social 2018-2019.

A proposta do FESTAL 2019 é promover um espaço de encontro entre os artistas cênicos interessados e o público de cinco comunidades da cidade de Maceió, de modo a estimular a classe artística em termos de produção, exercício da crítica e articulação frente a questões de ordem das políticas culturais de Alagoas. A expectativa é a de gerarmos um movimento forte e coeso o suficiente ao ponto de fortalecer essa REDE, cuja função em primeira instância seja a de lutar, garantir e manter condições que impulsionem o ato criativo de maneira democrática e nos mais variados contextos sociais e econômicos.

Esse ano serão dez espetáculos selecionados e cinco oficinas distribuídas em cinco comunidades de Maceió durante cinco semanas entre setembro e outubro.

Participe! Inscreva sua proposta!

Clique nos links para ter acesso as informações:











Boa sorte!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Obrigado a todos parceiros, apoiadores e patrocinadores

Já estamos chegando na reta final de mais uma edição do Festal. Foi um ano de muito trabalho e dedicação. Enfrentamos muitas adversidades e atropelos, porém resistimos e, juntos, conseguimos mais uma vez mostrar o quanto as artes cênicas de Alagoas pulsa forte e obstinada pela mudança de um cenário cultural sempre mais rico, engajado e potente. Nós do Grupo Gestor estamos muito felizes por mais essa vitória.

Entretanto, é importante mencionar que não estivemos sozinhos e isso é um alento. Em tempos como esses em que a arte e a cultura sofrem ataques sistemáticos movidos pelo preconceito, é lindo de ver que ainda é possível encontrar pessoas e instituições interessadas no desenvolvimento artístico-cultural local. Essa postagem é um muito obrigado a todas e todos aqueles que acreditaram e acreditam nesse projeto, nesse movimento.

A começar pela Algás, que vem apostando na nossa ideia. Esse foi o segundo ano consecutivo com o Prêmio Algás Social, um patrocínio fundamental para a continuidade desse Festival.
Outro grande parceiro dessa edição é a Fundação Municipal de Ação Cultural - FMAC, que nos possibilitou o acesso a equipamentos, estruturas e programação paralela, que enriqueceram nossa ação desse ano.




Também temos orgulho de contar com e equipe linda responsável pela acessibilidade. Sem Bárbara Lustoza e a Soluções Acessíveis, seria muito mais difícil aproximar as artes cênicas das pessoas com deficiência auditiva e de baixa acuidade visual.

Nosso muito obrigado à equipe de fotógrafos, responsável pelo registro sensível das apresentações, bastidores e momentos especiais. São eles: Alexandra Souza, Amanda Moa, Benita Rodrigues, Jadir Pereira, André Cavalcanti e Ane Pradines.

Gratidão ainda ao pessoal da Feirinha Colabora, dando vida à praça Sinimbu; da Innovare Sublimação, estampando nossa marca e do Sesc Alagoas, com toda sensibilidade da sua equipe de cultura.


Contamos ainda com a parceria da Ufal por meio da Escola Técnica de Artes, do Museu Théo Brandão e do Espaço Cultural. Uma alegria esse diálogo entre artistas, estudantes e a Academia.

Outra instituição que nos alegrou com sua parceria foi a Casa Jorge de Lima, recebendo parte da programação.

Ter a presença de vocês nessa edição nos encheu de gás e força para continuarmos nessa luta. Estamos muito felizes e agradecidos pela contribuição de cada um de vocês!

Mas a festa ainda não acabou. Hoje, dia 23/10, ainda vai rolar muita coisa boa. E as atrações continuam amanhã. Acesse nossa programação e venha fazer parte dessa Festa.

sábado, 6 de outubro de 2018

Programação Festal 2018!


DATA
MANHÃ
TARDE
NOITE

17/10/18

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17h30 - Baldroca, Associação Teatral Joana Gajuru - Praça Sinimbú. Livre (Libras)
20h - Negreiros, Cia La Casa - Sala Preta. 14 anos


18/10/18


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15h - Encantados das águas, Linete Matias - Museu Théo Brandão.  Livre (Libras)
20h - Mini Cabaré Tanguero, Julieta Zarza - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL).  Livre



19/10/18



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15h - Èwòn, Cia Cambada - Casa Jorge de Lima (ação voluntária). 14 anos
19h - Ciclos Viciosos, Invasão Piegas - Museu Théo Brandão. Livre

20h - Por um Triz, Cia Teatro da Meia Noite - Sala Multiuso (Espaço Cultural da UFAL). 10 anos (Libras)




20/10/18




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18h - Le Mond Bleu, Cia Raízes da Terra - Sala de Orquestra (Espaço Cultural da UFAL). Livre (AD)
20h - Bailarete, a Bailarina Barbada, Cia. Ato Reflexo - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL). Livre (Libras e AD)

21hPraça Musical com Mel Nascimento - Praça Sinimbú




21/10/18




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16h - O Baile do Menino Deus, Cia Mestres da Graça - Praça Sinimbú. Livre (Libras e AD)
19h - Os Que Vem de Longe, Teatro da Poesia - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL) 10 anos (Libras e AD)

21hPraça Musical com May Honorato  - Praça Sinimbú




22/10/18



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16h - Geni - não recomendada, Cia Vers'Artes - Praça Sinimbú (ação voluntária). 12 anos
20h - Medusa ao Reverso, Kamilla Mesquita - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL). 14 anos

21hPraça Musical com Artehfato - Praça Sinimbú




23/10/18
09h45 - A Mala, Cia A Cambada - Museu Théo Brandão. 10 anos
15h - R.A.L.E, Jessé Batista/Código 8 - Sala Multiuso (Espaço Cultural da UFAL). 10 anos (AD)
20h - Entre Rio e Mar Há Lagoanas, Coletivo Heteaçã - Sala Preta (Espaço Cultural da UFAL). 16 anos (Libras)

21hPraça Musical com Sujeit@ Mente Ativa - Praça Sinimbú






24/10/18

15h - À Direita de Deus Pai, Grupo Os Bufões da Mãe Joana - Casa Jorge de Lima (ação voluntária). Livre (Libras)
18h - Praça musical com Naná Martins - Praça Sinimbú

19h - Do Barro ao Sangue, Cia Vers'Artes - Sala Preta (ação voluntária). 12 anos

20h - "Palhaçaria de Improviso", Clowns de Quinta - Praça Sinimbú. 16 anos

21h - Praça musical com Edi Ribeiro - Praça Sinimbú


Exposição "Fios da Memória" - Museu Théo Brandão

Abertura: 10/10, às 19h.
Banda dos Clowns de Quinta
Discotecagem com Magno Almeida

Sarau Confluente: 11/10, às 19h
Identidade Alagoana
Jurandir Bozo
Mestre Laércio

Visitação: 16 a 26/10, 09h às 17h (terça a sexta)

Feirinha Colabora - Praça Sinimbú


20 a 24/10 - 16h às 21h

Bate papos Fios da Memória - Casa Jorge de Lima
15, 16 e 17/10, das 15h às 17h.
Telma César, Valéria Nunes e Reginaldo Oliveira (Dança)
Mary Vaz, Charlene Sadd e Everlane Moraes (Performance)
Waneska Pimentel, Otávio Cabral e Jadir Pereira (Teatro)
Peró Batista, Magnun Angelo e Elaine Lima (Circo)
Zeza do Coco, Wilson Santos e José Acioli (Etnocena)

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Confira a lista dos espetáculos selecionados para o IV Festal - Performance

O Festival de Artes Cênicas de Alagoas, Festal, em sua 4ª edição, tem a honra de apresentar a relação dos 15 grupos selecionados para integrar a programação de 2018, que será realizada entre os dias 17 e 24 de outubro, com espetáculos gratuitos, no Centro de Maceió. O Festal contará com manifestações artísticas de palhaçaria, contação de histórias, dança, performance e teatro.
PERFORMANCE:
COLETIVO DE ARTES INVASÃO PIEGAS
Criado em 2010, quando a fundadora Everlane Moraes começou a escrever poesias, surgiu a ideia de criar um movimento. Vários experimentos deram asas as performances e outras atividades. Everlane Moraes é do Curso de Licenciatura em Dança e o Técnico em Dança- UFAL, apresentando no Festal Ciclos Viciosos, que é o relato de uma mãe que perde o filho em meio aos becos e vielas. Baseado em uma história real, a performance mostra as dores de uma mãe que perde seu filho na Vila Brejal, sofrendo com informação que não chega, as oportunidades escassas, refletindo na questão de escolhas.






RAÍZES DA TERRA - DAYANE TELES
Dayane Teles é atriz, formada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade Propaganda e Especialização em Metodologia do ensino das artes, ex-coordenadora do Ponto de Cultura Corredor da Cultura (Arapiraca-Alagoas), participou em 2010 e 2013 da Cobertura Colaborativa das Teias (A Teia é o encontro nacional dos Pontos de Cultura e também encontros regionais das entidades que integram o Programa Cultura Viva, promovidas pelo Minc - Ministério da Cultura), vencedora do Prêmio Jovem Criativo, no evento anual promovido pelas Organizações Arnon de Mello, Festival Gazeta de Publicidade e finalistas de vários outros prêmios. Ela encena, no Festal, Le Monde Bleu - Uma Viagem ao Mundo Azul, um espetáculo performance, que trata do TEA - Transtorno do espectro autista – com a visão de uma mãe de primeira viagem que descobre que o filho é autista. A partir daí, começam as andanças pelos tratamentos multidisciplinares, de onde surge a inspiração para o espetáculo. Cenas do cotidiano e a vivência se misturam, levando o público para o mundo do autismo de uma forma sensível, visceral e única.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Confira a lista dos espetáculos selecionados para o IV Festal - Contação de Histórias

O Festival de Artes Cênicas de Alagoas, Festal, em sua 4ª edição, tem a honra de apresentar a relação dos 15 grupos selecionados para integrar a programação de 2018, que será realizada entre os dias 17 e 24 de outubro, com espetáculos gratuitos, no Centro de Maceió. O Festal contará com manifestações artísticas de palhaçaria, contação de histórias, dança, performance e teatro.
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS:
LINETE MATIAS
Linete Matiascontadora de histórias há mais de 15 anos, apresenta Encantados das Águas, resultado do Edital Microprojetos Rio São Francisco – 2013, do Ministério da Cultura. Durante este ano, Linete Matias ouviu e registrou cinquenta histórias, que estão em seu livro relatório Encantados das Águas. No espetáculo, ela deixa se levar pela memória, permitindo que as histórias ouvidas e sua própria memória de ribeirinha sejam apresentadas ao público sem um repertório definido, se aproximando ao máximo de uma narração na porta de casa, espontânea e mais tradicional. Mércia Maria compõe a produção do espetáculo.

CIA A CAMBADA

Com o espetáculo A Mala, a Cia A Cambada já percorreu várias cidades alagoanas a exemplo de Delmiro Gouveia, Maceió, fez turnê no Rio de Janeiro e São Paulo. A mala traz a oralidade nordestina, como seus cantos e contos, a sua devoção, buscando resgatar a cultura que está se perdendo com o grande avanço tecnológico ao brincar e contar histórias. Os personagens viajantes trazem consigo suas maletas, que é a representação física de sua mente, de dentro delas vem as histórias, cantos, devoção. A direção é de Éric Pascoal; texto de Alex Silva, Allef Willams, Antonielle Santos, Elizabeth Lorenzzo, Éric Pascoal e Luciano Tenório; produção de Lia Bernardes e Antonielle Santos; e os viajantes são Alexandre Nascimento, Elizabeth Lorenzzo e Éric Pascoal.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Confira a lista dos espetáculos selecionados para o IV Festal - Circo

O Festival de Artes Cênicas de Alagoas, Festal, em sua 4ª edição, tem a honra de apresentar a relação dos 15 grupos selecionados para integrar a programação de 2018, que será realizada entre os dias 17 e 24 de outubro, com espetáculos gratuitos, no Centro de Maceió. O Festal contará com manifestações artísticas de palhaçaria, contação de histórias, dança, performance e teatro.
PALHAÇARIA:
CLOWNS DE QUINTA

O grupo Clowns de Quinta, fundado em 2012, vem pesquisando e desenvolvendo projetos sobre a palhaçaria e comédia. O espetáculo que a trupe traz para o 4 Festal é Palhaçaria de Improviso. Nele, quatro jogadores, sendo três palhaços e um palhaço mestre realizam cenas de improviso, que convidam a plateia a se divertir e interagir propondo temas para cada jogo. No elenco, estão David Oliveira, Nathaly Pereira, Romário Steven e Wanderlândia Melo. A produção é de Elaine Lima e Jessé Batista fica responsável com a parte técnica.
JULIETA ZARZA
Julieta Zarza é intérprete criadora de grande produção autoral Argentina, dirige, cria, atua e coreografa espetáculos de circo e palhaçaria há 20 anos. Mini Cabaré Tanguero é o que Julieta Zarza apresenta neste festival. Se trata de um fabuloso e variado Cabaré Porteño, no qual os espectadores mais exigentes poderão contemplar o melhor da dança e da música Rio-Platense. Seria tudo formidável, não fosse um pequeno porém: uma mulher excêntrica pode aparecer e atrapalhar a cena. Um solo, onde manipulação, mágica, humor e panaquice surpreendem e emocionam a cada instante. Julieta Zarza assina a criação, interpretação e direção. José Regino é assistente de direção. 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Confira a lista dos espetáculos selecionados para o IV Festal - Dança



O Festival de Artes Cênicas de Alagoas, Festal, em sua 4ª edição, tem a honra de apresentar a relação dos 15 grupos selecionados para integrar a programação de 2018, que será realizada entre os dias 17 e 24 de outubro, com espetáculos gratuitos, no Centro de Maceió. O Festal contará com manifestações artísticas de palhaçaria, contação de histórias, dança, performance e teatro.
DANÇA:
JESSÉ BATISTA/ CÓDIGO 8

Jessé Batista assina Código 8 Coletivo.  Ele é b.boy, intérprete criador, dançarino e professor de dança, formado como Técnico de Dança pela Escola Técnica de Artes –UFAL, graduando Licenciatura em Dança na mesma universidade, já passou por diferentes cidades participando de festivais em Paraíba, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Para, Santa Catarina e Distrito Federal. Integrou projetos como Nuvens Enraizadas com a Cia dos Pés (contemplado com o prêmio Funarte Artes na Rua); colaborou em pesquisas e processos coreográficos com LabMov – Laboratório de Movimento - grupo de extensão da Escola Técnica de Artes; fez parte do projeto Gesto, idealizado e realizado pelo Sesc Alagoas; criador e integrante do Código 8 Coletivo de Dança. Em 2013, iniciou pesquisa solo em dança, criando seu primeiro trabalho intitulado como Encenações Urbanas e em seguida criando R.A.L.E (Realidade Apropriada Libera Evidência), que foi premiado pelo FICA – Fomento de Incentivo à Cultura Alagoana – Premio Diogo Silvestre 2016.
 R.A.L.E trata de um corpo preado por um sentido político que desfavorece um terço da imensa população brasileira, não é a questão de permanecer e pertencer aquele lugar e sim de ser tratado como apenas um mero corpo. Um corpo construído como um dispêndio de energia muscular, em meio a ruas, avenidas, becos, vielas, subidas, decidas, em uma cidade desigual, a qual um dos maiores desafios é se sustentar perante o seu próprio corpo. A criação, pesquisa e a dança são de autoria de Jessé Batista, a assistência de direção e a iluminação ficam com Sara Lessa e tem colaboração artística de Valéria Nunes e Marcos Mattos

KAMILLA MESQUITA OLIVEIRA

Bailarina e Docente do Curso de Licenciatura em Dança da UFAL, com atuação nas disciplinas voltadas para as pesquisas em práticas e técnicas de dança com ênfase na técnica Klauss Vianna; processos criativos em dança e composição coreográfica. Doutora em Artes da Cena; Mestre em Artes Cênicas e Graduada em Dança pela UNICAMP, Kamilla Mesquita Oliveira vem ao Festal com o espetáculo Medusa ao Reverso, que com um simples olhar é capaz de transmutar em pedra inerte qualquer ser vivente. Neste trabalho, os seres míticos de pedra da escultora francesa Camille Claudel – sereias, ninfas, parcas, górgonas, deusas, um panteão de deidades – em contato com o olhar de Kamilla transmutam-se em movimento. A criação e interpretação são de autoria de Kamilla Mesquita, direção e iluminação de Jessé Batista, produção de Sara Lessa e colaboração artística de Jussara Miller e Igor Capelatto.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Confira a lista dos espetáculos selecionados para o IV Festal - Teatro


O Festival de Artes Cênicas de Alagoas, Festal, em sua 4ª edição, tem a honra de apresentar a relação dos 15 grupos selecionados para integrar a programação de 2018, que será realizada entre os dias 17 e 24 de outubro, com espetáculos gratuitos, no Centro de Maceió. O Festal contará com manifestações artísticas de palhaçaria, contação de histórias, dança, performance e teatro.

TEATRO:
COMPANHIA ARTÍSTICA LACASA (CIA LACASA)



A Companhia Artística LaCasa foi fundada em novembro de 2016 por um grupo de artistas experientes que fizeram parte de outras companhias alagoanas de teatro: Grupo Joana Gajuru, Cia Fulanos I’Sicranos, Associação Teatral das Alagoas. Abides de Oliveira, um dos fundadores do grupo Joana Gajuru, no qual desenvolveu um trabalho em teatro até dezembro de 2015, e diretor e responsável pela dramaturgia dos espetáculos A Mulher Braba e Negreiros; Ane Oliva ex-integrante do grupo Joana Gajuru, é atriz e socióloga, responsável pelo figurino dos espetáculos A Mulher Braba e Negreiros e mantém, na Vila ABC, o Instituto Eu Mundaú; Gama Júnior, músico e compositor alagoano, diretor musical de A Mulher Braba e de Negreiros; Tereza Gonzaga, atriz, fundadora e ex-integrante do grupo Joana Gajuru, no qual foi destaque no espetáculo A Farinhada; Fátima Farias é atriz, iluminadora e diretora de teatro; e Gi Silva, ator e músico e vocalista da Banda RaizKanoa.
A companhia alagoana apresenta no Festal seu segundo espetáculo teatral, Negreiros, que traz para o palco temas abolição e escravidão. O que aconteceu com os libertos após 13 de maio de 1888? O que o Brasil fez com eles? Assunto ainda atual no século 21, é preciso abordar essa questão. É necessário falar sobre ser negro em um país de maioria negra, mas de minorias negras. A política brasileira do século 19, época da Lei da Abolição no país, não é tão diferente da atual. Preconceito, perseguição, esquecimento... A relação opressor e oprimido é colocada em cena. Mágoas, lutas, superação e enfrentamento para a construção de um ser humano melhor, mais respeitado e reconhecido. Negreiros tem direção de Fátima Farias e Abides Oliveira, texto de Abides Oliveira, o elenco é composto por Gi Silva e Abides Oliveira, a direção musical de Gama Júnior e a trilha musical feita por Gama Júnior, Abides Oliveira e Gi Silva.
ATO REFLEXO COMPANHIA DE TEATRO


A Ato Reflexo Companhia de Teatro surgiu no cenário teatral alagoano em 2004 por iniciativa de atores arapiraquenses estimulados pelos festivais de teatro locais e por iniciativas de fomento a cultura no município de Arapiraca. Além dos espetáculos, a Ato Reflexo também realiza oficinas de teatro, circo e musicalização, performances circenses em eventos, escolas e instituições públicas e privadas.
Bailarete, a bailarina barbada, o primeiro espetáculo totalmente autoral, conta a história de uma bailarina que tem um forte desejo em viver dançando, mas por causa da sua barba é rejeitada em vários lugares. O espetáculo traz à tona uma reflexão sobre a formação das identidades, a tolerância, as diferenças e a realização de sonhos. A peça engloba vários elementos como o teatro, o circo, a música e o ballet clássico, Bailarete, a bailarina barbada é interpretado por Paulo Cândido, que além de ator também é violinista, malabarista, palhaço e aluno de ballet há cinco anos. O texto e a direção são de autoria do mesmo.






TEATRO DA POESIA


O Teatro da Poesia surgiu em 2015, a partir da junção de dois alunos da Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas: Jadir Pereira e Louryne Simões. A cia pretende investigar como a poesia se estabelece no teatro; o que caracteriza um teatro poético? Para isso, busca utilizar recursos que unam estas duas artes, poetizando o teatro e teatralizando a poesia, investigando o que é o poético e como ele se traduz para a linguagem teatral, explorando a criação de cenas poéticas a partir do texto literário, a leitura dramatizada, a performance e a improvisação a partir dos jogos cênicos, a criação de um corpo poético e a exploração dos silêncios. Os que vêm de longe, espetáculo apresentado pelo grupo no Festal, conta a travessia de cinco refugiados: o palestino Abbah, o sírio Faruk, a congolesa Gina, a colombiana Lola e a sudanesa Sunamita. Fugindo da guerra, da violência, da fome e da morte, esses estrangeiros se encontram no mesmo barco, dividindo suas memórias, dores e esperanças, enquanto derivam rumo a novas fronteiras. A direção é de Jadir Pereira, texto de Jadir Pereira, Jamerson Soares e Louryne Simões O elenco conta com Aldine de Souza, Camila Moranelo, Jamerson Soares, John Fortunato e Louryne Simões.

COMPANHIA TEATRAL MESTRES DA GRAÇA

A Companhia Teatral Mestres da Graça surgiu em 2006 ainda com o nome GTAPI – Grupo de Teatro Amador de Palmeira dos Índios, a partir de uma fusão de atores de vários grupos diferentes (grupo de teatro oásis, grupo de teatro yamarache e candeeiro).  Atualmente, a companhia é ponto de cultura reconhecida pelo Programa Cultura Viva, do ministério da Cultura. Firmou convênio com a Secretaria de Estado da Cultura para execução do projeto Diálogos Culturais, que visa realizar três cursos de iniciação de teatro, música e dança, além de oficinas de interlocução entre as distintas áreas como forma de preparação dos jovens para a atuação e iniciação ao mercado cultural como escolas municipais, estaduais e instituições.
A Cia chega ao Festal com Baile do Menino Deus, um auto de Natal escrito por Ronaldo Correia de Brito e Francisco Assis Lima, com músicas de Antônio Madureira. Em vez de papais-noéis, renas e trenós, o musical leva ao palco figuras típicas da cultura popular nordestina, como o Mateus, o Jaraguá, o bumba meu boi e os caboclinhos, embalados por canções originais, inspiradas nos ritmos e nas tradições da região. A história se passa com os brincantes como personagens que seguem de casa em casa e um palhaço, Mateus, conduzindo a narrativa. Na peça, o Natal não valoriza as compras nem a comilança, mas elege, como foco principal, o Menino Deus e o que ele representa, como símbolo do renascimento e da esperança.
ASSOCIAÇÃO TEATRAL JOANA GAJURU

Fundada em 1995, a Associação Teatral Joana Gajuru é um grupo pioneiro em teatro de rua em Alagoas. O nome faz uma homenagem à primeira mestra de Guerreiro, folguedo de Alagoas, Maria Joana da Conceição, a Joana Gajuru. O grupo foi fundado por oito atores, parte deles recém-formados pelo Curso de Formação do Ator da Universidade Federal de Alagoas e outra parte de uma oficina de teatro de rua ministrada pelo grupo Imbuaça-SE, em Maceió. Nesses 23 anos de existência, o Joana Gajuru se tornou referência no teatro de rua em Alagoas, acumulando prêmios e reconhecimento por seu trabalho em âmbito local e nacional. Em suas montagens, o grupo preza pelo uso dos elementos da cultura popular.
Baldroca acontece na pequena Lajinha, Mané Fulô enfrentará o valentão Targino para proteger a honra de sua amada, Maria das Dores. Mas para conseguir vencer o inimigo, ele terá a ajuda do curandeiro do lugar. Na montagem, o grupo passa pela experiência de um processo colaborativo. O texto é escrito durante todo o processo, com a colaboração do grupo e do diretor. Improvisações, estudos da obra do autor, pesquisa de elementos afro-brasileiros e religiosos, musicalidade, danças, entre outros trabalhos, são desenvolvidos. Tudo é levado à cena e a dramaturgia. A direção é de Lindolfo Amara, adaptação de Abides de Oliveira do conto Corpo Fechado de João Guimarães Rosa, a assistência de direção ficou com Eris Maximiano e Waneska Pimentel e a preparação corporal com Glauber Xavier e Nani Moreno.
COLETIVO HETEAÇÃ



É um grupo de teatro de Maceió, existente desde 2013. Sua criação foi motivada pelo desejo em desenvolver uma prática coletiva que possibilitasse a experimentação de manifestações cênicas na rua e em espaços alternativos dialogando com diversas linguagens. Há Lagoanas, que será encenada no Festal, é uma fábula que recria o nascimento da Lagoa através do cotidiano e da memória de mulheres que cresceram as suas margens e dentro dela. A direção é de Gessyca Geyza, o texto e a assistência de direção de Bruno Alves e as atrizes criadoras são Gessyca Geyza, Nathaly Pereira e Wanderlândia Melo.
CIA TEATRO DA MEIA-NOITE

Fundada em 2001, a Cia teatro da Meia-noite é uma Associação com fins culturais que busca contribuir para o desenvolvimento da arte e cultura alagoana por meio da promoção, o planejamento e a execução de atividades artísticas, espetáculos, performances, realização de cursos, seminários, palestras, encontros, eventos e intercâmbios. A Cia Teatro da Meia-noite nasceu durante o processo de montagem do espetáculo Cinco para o Cadafalso. A Cia conseguiu marcar seu nome no panorama teatral de Alagoas e em algumas regiões do Brasil, pois passou por vários festivais de teatro nacionais, além de ganhar alguns prêmios e editais nacionais de fomento e montagem, devido à qualidade e apuro técnico de seus espetáculos.
Em 2005, a Cia foi premiada se tornando Ponto de Cultura, do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, com o projeto Circo-Escola de Incentivo às Artes – C.E.I.A. Em 2006, foi contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, pelo espetáculo Barca do Inferno. Em 2007, apresentou A “Involução” do Homem, seu primeiro espetáculo com os alunos atendidos do Ponto de Cultura – C.E.I.A. Ainda em 2007, foi contemplada com o espetáculo Insônia no Prêmio BNB De Cultura. Em 2008, recebeu o Prêmio Interações Estéticas/Funarte, com o espetáculo Metafaces. Também em 2008, foi contemplada com mais dois Prêmios da Funarte De Teatro Myriam Muniz com os espetáculos Meu Pé de Fulô e Marina.
Nesses 17 anos da Cia, seus espetáculos já foram assistidos por mais de 200 mil espectadores em Alagoas e em outros Estados do País. O grupo também ministra oficinas de montagem e palestras que contribuíram para o surgimento e formação de novos grupos e de diversos profissionais de artes cênicas no Estado de Alagoas.
O espetáculo, encenado no Festal, Por um Triz é um mergulho interior na escuridão da alma da personagem, uma atriz se descontruindo, se desnudando das muitas máscaras adquiridas em seus anos de existência, na busca de sua própria face, ou quem sabe achar algum sentido em ser e estar, seja no ofício de atriz ou, simplesmente, enquanto indivíduo no mundo, numa espécie de peregrinação solo, de imersão profunda, viajando ao seu interior em busca de si mesma. Durante essa viagem, ela se perde nas lembranças e memórias de sua trajetória pessoal e profissional, desde os processos de construção de personagens aos seus dramas pessoais da vida que leva. A angustia de ser muitas e não saber mas quem se é ou o que se quer, tampouco no que se tornou a leva ao conflito de se dividir em “variações de si mesma” sem mais compreender o que sentir ou seguir, abandonar a convicção de “ser artista” devido a tantas inseguranças que o ofício lhe apresenta: a insegurança financeira, a ausência de apoio moral ou físico dos que a cercam, as plateias quase vazias, as presenças dos críticos ou, simplesmente, seguir os padrões impositivos da sociedade moderna, buscar a felicidade, a personagem vaga num mar de interrogações e inquietações numa espécie de labirinto escuro percorrido, numa viagem imprecisa sem bussola, mapas ou companhia. Ela está só, mas é como se estivesse perdendo a sua própria companhia e, em sua bagagem apenas; máscaras, memórias e incertezas.
O texto e a argumentação são de Julien Costa, que também assina a direção e a concepção estética, e Katia Rúbia, que compõe ainda o elenco do espetáculo. A concepção da trilha sonora, execução e iluminação ficam com Izácio.